Sinopse: A exposição “Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário” serve de ponto de partida para uma visita que pretende questionar o papel de Portugal no mundo. Trinta anos volvidos da institucionalização da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Gonçalo Margato (CEI-ISCTE) propõe uma viagem entre passado e presente, da história do colonialismo aos discursos da política externa na contemporaneidade, questionando os legados mais ou menos visíveis da experiência colonial portuguesa.
Limite máximo: 20 pessoas.
Público-Alvo: Todos os públicos.
Inscrição obrigatória em se.mnetnologia@museusemonumentos.pt
Sinopse: Através de fotografias, objetos, testemunhos e histórias de vida, a visita revela como o futebol funcionou simultaneamente como espaço de liberdade, criatividade e sonho, mas também como instrumento político do Estado Novo. Explorando as histórias de jogadores como o Eusébio, Matateu ou Coluna, descobre-se como o futebol permitiu atravessar fronteiras sociais e geográficas e a importância que o mesmo assumiu no contexto da época.
Limite máximo: 20 pessoas.
Público-alvo: Todos os públicos.
Inscrição obrigatória em se.mnetnologia@museusemonumentos.pt
Exibição do Filme “Contos do Esquecimento” de Dulce Fernandes
20 junho | 16h00 | Auditório do Museu Nacional de Etnologia
Organizada pelo Coletivo Tributo aos Ancestrais PT, esta sessão contará com a presença da realizadora e será seguida de uma conversa com a própria e com o Prof. Manuel L. dos Santos, sociólogo e historiador.
Entrada livre, sujeita à lotação da sala.
Sinopse:
Numa manhã quente de verão em 1444, na aldeia piscatória de Lagos, no sul de Portugal, foi desembarcado um grupo de pessoas africanas. No campo junto ao porto, foram entregues como escravos aos nobres e comerciantes locais. Durante os 400 anos seguintes, mais de seis milhões de africanos seriam traficados em navios portugueses para a Europa e para o outro lado do Atlântico.
Numa tarde chuvosa de inverno de 2009, em Lagos, arqueólogos que escavavam o local onde estava a ser construído um parque de estacionamento subterrâneo, começaram a encontrar esqueletos humanos.
Trabalhando no local durante os cinco meses seguintes, enquanto o parque de estacionamento estava a ser construído à sua volta, os arqueólogos descobriram os esqueletos de 158 homens, mulheres e crianças africanos escravizados. Os seus corpos tinham sido depositados numa lixeira do século XV.
Entrelaçando estas duas histórias, Contos do Esquecimento cruza histórias de violência e brutalidade do passado com imagens e sons do presente. Evocando o que aconteceu nestes locais e revelando memórias do passado, Contos do Esquecimento é um filme-território onde não temos outra escolha senão olhar para como o presente continua a ser moldado pela história que carregamos dentro de nós.
Ukbar Filmes Knitop, 2023, 63′
Produção
Ukbar Filmes Kintop
Argumento e Realização
Dulce Fernandes
Imagem
Paulo Menezes
Som
Armanda Carvalho
Montagem
Mário Espada
Música Original
Xullaji
Mistura de Som
Tiago Matos
Correção de Cor
Mafalda Aleixo
Produtores
Ansgar Schaefer
Pandora da Cunha Telles
Coprodutor
Pablo Iraola
Produção Executiva
Elsa Sertório
Dulce Fernandes
Com o apoio financeiro de:
ICA – Instituto do Cinema e Audiovisual
RTP – Rádio e Televisão de Portugal
Europa Criativa
Sacem – Société des Auteurs, Composituers et Éditeurs de Musique
Dia 4 de junho, das 11h às 12h30, o Museu Nacional de Etnologia recebe uma sessão do programa Erasmus+ Circulations in Portuguese: Bodies, Cultures and Textualities, coordenado por Luca Fazzini.
A conferência Geografias da Língua Portuguesa e Pós/Decolonialidades reúne Duarte Drumond Braga (UMinho), Inocência Mata (FLUL/CEComp) e Judite Primo (ULusófona), com moderação de Francesca de Rosa (UniOr).
Uma conversa sobre as geografias da língua portuguesa, colonialidade e os modos de pensar o mundo lusófono a partir de dentro e de fora.
A 22 de maio, pelas 18h00, irá realizar-se a apresentação pública do catálogo da exposição Um Cento de Cestos, no auditório do Museu Nacional de Etnologia.
O evento contará com a presença do Professor Filipe Themudo Barata (Cátedra UNESCO), Astrid Suzano (Passa ao Futuro), Ana Botas (Museu Nacional da Música), Gonçalo de Carvalho Amaro (Museu Nacional de Etnologia) e Cláudia Garrudo (Diretor de Edição e Cultura da Imprensa Nacional – Casa da Moeda).
A exposição Um Cento de Cestos esteve patente no Museu de Arte Popular com o objetivo de materializar uma estratégia de estudo, documentação e divulgação de coleções congéneres do Museu de Arte Popular e do Museu Nacional de Etnologia, a partir de uma abordagem integrada que pretendeu evidenciar, por um lado, a complementaridade entre essas coleções e, por outro, as potenciais sinergias decorrentes da reunião das duas instituições numa única entidade museológica.
A exposição deu a conhecer o passado recente das técnicas de cestaria em Portugal, expresso na seleção de 246 objetos adquiridos para o Museu de Arte Popular nas décadas de 1940/1950 e para o Museu Nacional de Etnologia nas décadas de 1960/1970, assim como na diversidade de matérias-primas e de técnicas de confeção que os mesmos evidenciam.