Visitas Guiadas à Exposição “Fintar a Vida” | AGOSTO 2026

Através de fotografias, objetos, testemunhos e histórias de vida, a visita revela como o futebol funcionou simultaneamente como espaço de liberdade, criatividade e sonho, mas também como instrumento político do Estado Novo. Explorando as histórias de jogadores como o Eusébio, Matateu ou Coluna, descubra como o futebol permitiu atravessar fronteiras sociais e geográficas e a importância que o mesmo assumiu no contexto da época.

Durante o mês de agosto, decorrem duas visitas guiadas à exposição temporária:

  • 16 AGOSTO | domingo, às 16h00 | visita dinamizada pela equipa do serviço de Mediação Cultural do Museu
  • 19 AGOSTO | quarta-feira, às 17h00 | visita guiada por Gonçalo Amaro, diretor do Museu Nacional de Etnologia e co-curador da exposição

Público-alvo: Todos os públicos.
Limite máximo: 20 pessoas.

Inscrição obrigatória através do e-mail: se.mnetnologia@museusemonumentos.pt

Verão no Museu Nacional de Etnologia: livros com descontos até 80% e campanha especial da exposição Fintar a Vida






















@António Rento

Neste verão, o Museu Nacional de Etnologia convida os visitantes a descobrir as suas campanhas promocionais, que combinam publicações especializadas e produtos associados à exposição temporária Fintar a Vida. Uma forma de prolongar a experiência do Museu para além da visita.

FEIRA DO LIVRO

Até 31 de agosto, decorre a Feira do Livro do Museu Nacional de Etnologia, uma oportunidade para adquirir obras de referência nas áreas da etnologia, antropologia, património e culturas do mundo a preços especiais.

São mais de 30 publicações em promoção, com descontos até 80%, nos títulos selecionados.

T-SHIRTS FINTAR A VIDA

A pensar nos visitantes da exposição Fintar a Vida, o Museu promove também uma campanha especial sobre as t-shirts inspiradas na exposição.

Durante os meses de agosto e setembro, todas as t-shirts da exposição estão com desconto de 20%! A oportunidade perfeita para visitar a exposição e levar para casa uma recordação especial.

Venha conhecer o Museu Nacional de Etnologia e aproveite a campanha de verão!

Apresentação do Livro “Invertendo a Bossa do Camelo” | 15 julho 15h00

Decorre a 15 de julho, às 15h, no auditório do Museu Nacional de Etnologia, a apresentação do livro “Invertendo a Bossa do Camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu”, de Harry G. West.

A sessão pretende explorar a articulação entre representações do mundo colonial português e os seus silêncios estruturais, analisando discursos públicos e secretos sobre o império. Nuno Domingos, edições Fora de Jogo e investigador no ICS, Patrícia Azevedo da Silva, edições Fora de Jogo e doutoranda no ICS, Rui Lopes, historiador e investigador no IHC, e Ana Rita Amaral, investigadora na Universidade de Coimbra, discutirão os modos como quer a ciência quer o cinema se entrelaçaram com a política no contexto do Estado Novo, informando e informados por variadas instâncias de poder.

A conversa partirá de dois objetos que elucidam esta dimensão: o livro, recentemente publicado pela editora Fora de Jogo, “Invertendo a Bossa do Camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu“, em que o antropólogo Harry G. West compara os influentes estudos etnográficos escritos por Jorge Dias em Moçambique com os seus relatórios paralelos para as autoridades portuguesas; e o documentário “Aventuras no Império: uma história mal contada”, onde o historiador Rui Lopes cruza sons e imagens de dezenas de filmes de aventuras situados em Macau com documentação relativa à sua produção, recepção e censura em diversos países.

PROGRAMA DA SESSÃO

  • Apresentação do livro “Invertendo a Bossa do Camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu”, de Harry G. West
  • Mesa-redonda com Nuno Domingos, Patrícia Azevedo da Silva, Rui Lopes e Ana Rita Amaral
  • Exibição do filme “Aventuras no Império: uma história mal contada”, de Rui Lopes

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

Conferência “Fintar a Vida” | 9 julho 18h30 | Âmbito Cultural, El Corte Inglés

O Museu Nacional de Etnologia e o Âmbito Cultural do El Corte Inglés propõem a conferência “Fintar a Vida”, a realizar-se no dia 9 de julho, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.

A partir da exposição temporária “Fintar a Vida: Caniço, Futebol e o Estado Novo“, Gonçalo Amaro, diretor do museu e curador da exposição, e Rui Miguel Tovar, jornalista e comentador desportivo, convidam a refletir sobre a relação entre desporto, cultura e os legados do colonialismo, numa conversa que surge na evocação dos 60 anos da lendária participação da Seleção Nacional de Futebol no Campeonato do Mundo de 1966.

INSCRIÇÕES AQUI.


Gonçalo Amaro é diretor do Museu Nacional de Etnologia e investigador no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (IHC – NOVA FCSH). Doutorado em Arqueologia pela Universidad Autónoma de Madrid, com pós-doutoramento em Património Cultural pela Pontificia Universidad Católica de Chile, tem trabalhado nas áreas da museologia, património e desenvolvimento social, cultura material e etnoarqueologia. Ao longo do seu percurso profissional, participou em várias escavações e projetos de investigação em Arqueologia, na Península Ibérica, e trabalhou com comunidades Mapuche e Rapanui, no Chile. Colaborou com o Consejo de Monumentos Nacionales no Chile e foi professor convidado na Pontificia Universidad Catolica de Chile. É autor do livro Pessoas, Objetos e Sentimentos. Ensaios e reflexões sobre a construção social do património e coautor, entre outros, do livro La trama de los objetos. Distintas miradas sobre cultura material.
      

Rui Miguel Tovar nasceu a 16 de fevereiro de 1977, filho de um lourinhanense e uma lisboeta. Fez-se jornalista em 1995, no Dia de Todos os Santos (não há coincidências, só boas vibrações), entrando no Record graças ao diretor Rui Cartaxana. Em janeiro de 2009 transfere-se para o generalista i, e por lá se mantém até dezembro de 2015, altura em que se faz ao piso do mundo do freelance. Vive há sete meses um sonho bem bonito em Porto Covo e orgulha-se de ser o Pipas para a sua filha Ema, de 5 anos.

O papel da censura na representação de Maputo colonial. O caso do filme “Catembe” | 4 julho 15h30

No filme “Catembe”, o realizador moçambicano Faria de Almeida filma o ambiente da Maputo colonial (antiga Lourenço Marques), focando-se no bairro pobre da Catembe. Estreado em 1965, este foi um filme profusamente censurado: a sua representação da vida quotidiana na capital de Moçambique não se conformava à imagem que a administração portuguesa e a sua propaganda desejavam transmitir da sociedade por si governada. Como na Exposição “Fintar a Vida. Caniço, Futebol e o Estado Novo”, este é um filme que, assumindo um registo de proximidade, salienta as divisões profundas entre o centro da cidade branca e os subúrbios africanos. A apresentação, nesta sessão, dos excertos censurados deste filme constitui o mote para um debate acerca da centralidade do controlo da informação e das representações para a reprodução de uma ordem política colonial, algo que se encontra também presente em muitas narrativas sobre a vida de futebolistas moçambicanos.

Partindo do visionamento dos excertos cesurados do filme, a sessão de debate contará com os contributos de Nuno Domingos, curador da exposição, e de Rita Luís e Rui Lopes, investigadores no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.

No final da sessão, haverá uma visita guiada à exposição “Fintar a Vida. Caniço, Futebol e o Estado Novo“, pelo curador Nuno Domingos.

Entrada livre, sujeita à lotação da sala.


PROGRAMA DA SESSÃO:

15h30 – Visionamento dos excertos cesurados do filme “Catembe”

15h45 – Debate “O papel da censura na representação de Maputo colonial. O caso do filme Catembe”;

16h45 – Visita guiada à exposição “Fintar a Vida: Caniço, Futebol e o Estado Novo”


Nuno Domingos, coordenador do doutoramento em Antropologia e investigador principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, trabalha sobre a história do colonialismo português, nomeadamente em Moçambique durante o período do Estado Novo.

Rita Luís, investigadora no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, tem trabalhado sobre a censura em Portugal, nomeadamente no período do Estado Novo.

Rui Lopes, investigador no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa , trabalha sobre cultura na Guerra Fria, nomeadamente sobre o universo do cinema, bem como sobre a dimensão internacional do Estado Novo e do colonialismo português.