Colóquio “Arquivos e Acervos de Futebol” | 19 setembro, 14h30

Decorre a 19 de setembro, às 14h30, no auditório do Museu Nacional de Etnologia, o colóquio “Arquivos e Acervos de Futebol”.


HORA E LOCAL: 14h30, Auditório do Museu Nacional de Etnologia

PÚBLICO-ALVO: Público em geral

Apresentação do Livro “Invertendo a Bossa do Camelo” | 15 julho 15h00

Decorre a 15 de julho, às 15h, no auditório do Museu Nacional de Etnologia, a apresentação do livro “Invertendo a Bossa do Camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu”, de Harry G. West.

A sessão pretende explorar a articulação entre representações do mundo colonial português e os seus silêncios estruturais, analisando discursos públicos e secretos sobre o império. Nuno Domingos, edições Fora de Jogo e investigador no ICS, Patrícia Azevedo da Silva, edições Fora de Jogo e doutoranda no ICS, Rui Lopes, historiador e investigador no IHC, e Ana Rita Amaral, investigadora na Universidade de Coimbra, discutirão os modos como quer a ciência quer o cinema se entrelaçaram com a política no contexto do Estado Novo, informando e informados por variadas instâncias de poder.

A conversa partirá de dois objetos que elucidam esta dimensão: o livro, recentemente publicado pela editora Fora de Jogo, “Invertendo a Bossa do Camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu“, em que o antropólogo Harry G. West compara os influentes estudos etnográficos escritos por Jorge Dias em Moçambique com os seus relatórios paralelos para as autoridades portuguesas; e o documentário “Aventuras no Império: uma história mal contada”, onde o historiador Rui Lopes cruza sons e imagens de dezenas de filmes de aventuras situados em Macau com documentação relativa à sua produção, recepção e censura em diversos países.

PROGRAMA DA SESSÃO

  • Apresentação do livro “Invertendo a Bossa do Camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu”, de Harry G. West
  • Mesa-redonda com Nuno Domingos, Patrícia Azevedo da Silva, Rui Lopes e Ana Rita Amaral
  • Exibição do filme “Aventuras no Império: uma história mal contada”, de Rui Lopes

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

Conferência “Fintar a Vida” | 9 julho 18h30 | Âmbito Cultural, El Corte Inglés

O Museu Nacional de Etnologia e o Âmbito Cultural do El Corte Inglés propõem a conferência “Fintar a Vida”, a realizar-se no dia 9 de julho, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.

A partir da exposição temporária “Fintar a Vida: Caniço, Futebol e o Estado Novo“, Gonçalo Amaro, diretor do museu e curador da exposição, e Rui Miguel Tovar, jornalista e comentador desportivo, convidam a refletir sobre a relação entre desporto, cultura e os legados do colonialismo, numa conversa que surge na evocação dos 60 anos da lendária participação da Seleção Nacional de Futebol no Campeonato do Mundo de 1966.

INSCRIÇÕES AQUI.


Gonçalo Amaro é diretor do Museu Nacional de Etnologia e investigador no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (IHC – NOVA FCSH). Doutorado em Arqueologia pela Universidad Autónoma de Madrid, com pós-doutoramento em Património Cultural pela Pontificia Universidad Católica de Chile, tem trabalhado nas áreas da museologia, património e desenvolvimento social, cultura material e etnoarqueologia. Ao longo do seu percurso profissional, participou em várias escavações e projetos de investigação em Arqueologia, na Península Ibérica, e trabalhou com comunidades Mapuche e Rapanui, no Chile. Colaborou com o Consejo de Monumentos Nacionales no Chile e foi professor convidado na Pontificia Universidad Catolica de Chile. É autor do livro Pessoas, Objetos e Sentimentos. Ensaios e reflexões sobre a construção social do património e coautor, entre outros, do livro La trama de los objetos. Distintas miradas sobre cultura material.
      

Rui Miguel Tovar nasceu a 16 de fevereiro de 1977, filho de um lourinhanense e uma lisboeta. Fez-se jornalista em 1995, no Dia de Todos os Santos (não há coincidências, só boas vibrações), entrando no Record graças ao diretor Rui Cartaxana. Em janeiro de 2009 transfere-se para o generalista i, e por lá se mantém até dezembro de 2015, altura em que se faz ao piso do mundo do freelance. Vive há sete meses um sonho bem bonito em Porto Covo e orgulha-se de ser o Pipas para a sua filha Ema, de 5 anos.

Companhia Maior: Novo ESTALO NOVO

Aproveitando a experiência de pessoas que viveram e trabalharam num contexto ditatorial (o Estado Novo), assim como durante a revolução de Abril e a estabilização democrática, ESTALO NOVO propõe refletir sobre a história de um país, sobre as histórias dos corpos que nele habitam, e sobre o regime em que hoje vivemos.

A peça que resultou deste processo é uma guerra de palavras que testemunham grandes e pequenas guerras, umas públicas, outras privadas, mais algumas coletivas e tantas outras individuais.

A partir de uma ideia dos artistas Ana Borralho e João Galante sobre formas de desobediência, e com dramaturgia de Rui Catalão, ESTALO NOVO é um projecto de colaboração feito com a Companhia Maior, originalmente estreado em 2013 no Centro Cultural de Belém.

Esta reposição acontece no âmbito das comemorações do quinquagésimo aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974 em parceria com o Museu Nacional de Etnologia e o Museu de Arte Popular e com o apoio da Direção-Geral das Artes e da Câmara Municipal de Lisboa.

Próximas apresentações (Museu Nacional de Etnologia):

· 11 Maio, 18h30

· 17 Maio, 18h30

· 18 Maio, 21h00, no âmbito do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeia dos Museus

Entrada gratuita, sujeita à capacidade da sala e a pré-reserva através deste link.

Mais informações sobre a peça no website da Companhia Maior.

Fotografia © Bruno Simão

VII Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia | 4 de junho: 14h00-23h30

No âmbito da colaboração estabelecida com a Associação Portuguesa de Antropologia, a 4 de junho de 2019 terá lugar no Museu Nacional de Etnologia, entre as 14h00 e as 23h30, um conjunto de sessões do VII Congresso da APA, realizado no ano em que a associação assinala o seu 30º aniversário.

Este programa iniciar-se-á pelas 14h00 no auditório do museu com um tributo ao trabalho desenvolvido por Benjamim Pereira na área do filme etnográfico, através da mostra de uma seleção dos filmes que realizou entre as décadas de 1960 e 1970 no âmbito do Centro de Estudos de Etnologia e que integram o arquivo fílmico do Museu Nacional de Etnologia. Seguir-se-á, pelas 16h30, a Sessão de Homenagem aos ex-Presidentes da Direção da APA e, pelas 18h00, terá lugar a inauguração da exposição A/A8 Oito Artistas Oito Olhares Oito Percursos, que se encontrará patente ao público até ao próximo dia 23 de junho. Entre as 21h30 e as 23h30 terá lugar no auditório do museu a exibição dos seguintes filmes etnográficos: The Way of the Shaman Drum, de João Meirinhos (China/UK/ Portugal, 2017, 12’) e Vinho, de André Laranjinha (Portugal, 2017, 57’).

Mais informações em: http://apa2019.apantropologia.org/