[Actualizado] «MUSEU ABERTO», no MNE | 30 de Outubro

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No próximo dia 30 de outubro terá lugar no Museu Nacional de Etnologia, às 10h00, 14h00 e 15h30, a iniciativa MUSEU ABERTO, no âmbito da qual os estudantes terão a possibilidade de conhecer os bastidores do Museu, podendo contactar de forma privilegiada com as várias áreas funcionais do Museu, entre as quais a Conservação e Restauro, o Inventário, os Arquivos, a Biblioteca, a Divulgação e os Serviços Educativos.

Trata-se de uma oportunidade de excelência para conhecer por dentro uma entidade indispensável para a compreensão do desenvolvimento da Antropologia e da Museologia em Portugal, e para cuja atuação concorrem muitas outras ciências e áreas profissionais, entre as quais a Conservação e Restauro, a História da Arte, a Educação, as Ciências da Informação e Documentação, e a Comunicação e o Design.

A iniciativa MUSEU ABERTO constituirá ainda oportunidade única para a compreensão da importância que o Museu Nacional de Etnologia dedica à formação prática e ao desenvolvimento de competências profissionais especializadas naquelas várias áreas, assim como aos resultados daqui decorrentes em matéria de valorização e divulgação do património etnográfico de maior relevância a nível nacional, constituído pelas várias coleções e fundos de arquivo do Museu.

O MUSEU ABERTO constitui uma iniciativa realizada no âmbito do “Dia Aberto nas Empresas”, que tem como objetivo aproximar os jovens estudantes à realidade das entidades públicas e privadas em Portugal, e decorre no âmbito do Projeto “Maior Empregabilidade”, promovido pelo Instituto Padre Vieira (IPAV) em parceria com a FÓRUM ESTUDANTE, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Públicos (CCISP), a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO). Para além das diversas instituições parceiras, o projeto conta com o apoio da Noruega, Islândia e Liechtenstein no âmbito do EEA Grantes, através do Programa Cidadania Ativa, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Cartaz A3 - Dia Aberto nas Empresas v3-01

[Actualização]

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15-18 de Maio Festa dos Museus no MNE | Programação

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Programação (PT) | Programme (EN)


Festa dos Museus
15 a 18 de maio de 2015
PROGRAMA
sexta-feira 15 de maio
22h00 – 02h00 “Ball-Trad”

Baile de danças tradicionais europeias. Inicie as celebrações dos museus com muito ritmo, dança e animação! Ao som de música ao vivo, junte-se à Tradballs e participe na descoberta de tradições coreográficas de várias culturas europeias.
Público-alvo: todos os públicos, em particular os «pés-esquerdos», que também não resistirão a aprender e a participar nas danças!
Colaboração: Tradballs – Associação para a Promoção e Divulgação da Arte Cultural Tradicional (https://pt-pt.facebook.com/cooperativatradballs; tradballs@tradballs.pt).

sábado 16 de maio
15h00 – 17h00 “Casa das Nações”: Oficina para famílias
Vem com os teus pais e, depois de visitares a Exposição Permanente, participa na decoração da “Casa das Nações”, um tipi* instalado no jardim interior do museu, com motivos e padrões alusivos à diversidade dos c. de 400 grupos culturais representados nas coleções do Museu.

* Tenda cónica emblemática dos povos das Primeiras Nações (outrora
chamados de «índios») das planícies da América do Norte.
Público-alvo: famílias.
Sujeito a marcação prévia (para: visitasguiadas@mnetnologia.dgpc.pt) e limitado a um máximo de 25 participantes.

Noite Europeia dos Museus
21h30-23h00 “Alentejo, Alentejo”: Um filme de Sérgio Tréfaut sobre o Cante Alentejano
Venha ao Museu ver o mais belo filme sobre o Cante Alentejano e as suas atuais dinâmicas, do realizador Sérgio Tréfaut, galardoado com o «Prémio Melhor Filme Português» do Festival INDIELISBOA 2014, com o «Prémio TAP Melhor Documentário» e com o «Prémio Melhor Filme» no DOCSBARCELONA+MEDELÍN 2014.
Público-alvo: todos os públicos.
Capacidade do Auditório do Museu (160 lugares).
Colaboração: FAUX (http://alentejoalentejo.com)

domingo 17 de maio
10h30-11h15 “Em busca do tesouro perdido”: Teatro infantil
Vem com os teus pais ao Museu conhecer a aventura de Miquelina na descoberta de um tesouro, num espectáculo para crianças da Companhia Palco de Chocolate onde se adivinhas e músicas aventuras se combinam com os ritmos da cidade e do campo.
Público-alvo: Crianças dos 4 aos 10 anos.
Colaboração: Companhia Palco de Chocolate (http://www.palcodechocolate.pt/ palcodechocolate@gmail.com).
Sujeito a marcação prévia (para: visitasguiadas@mnetnologia.dgpc.pt); limitado à capacidade do Auditório do Museu (160 lugares).

15h00 -16h30 A minha voz é o meu instrumento: Workshop de voz
Experimentação da prática vocal e do prazer de cantar em grupo. O workshop desenvolve-se em três fases: aquecimento vocal e desinibição da voz; aprendizagem de canções; atuação coletiva. O Workshop é precedido de visita orientada ao núcleo “A música e os Dias”, dedicado aos instrumentos musicais populares portugueses, da Exposição Permanente do Museu.
Público-alvo: famílias.
Colaboração: Associação Portuguesa de Educação Musical.

15h00 – 18h00 Cante Alentejano – “Património Vivo”
Venha descobrir o mais recente património vivo, o Cante Alentejano, declarado em 2014 como «Património Cultural Imaterial da Humanidade» pela UNESCO, com a atuação do Grupo Coral «Os Alentejanos» da Damaia e do «Grupo Coral Alentejano da Brandoa» no jardim (exterior e interior) do Museu.
Público-alvo: todos os públicos.
Colaboração: MODA – Associação do Cante Alentejano (moda@cantoalentejano.com);
Grupo Coral da Damaia «Os Alentejanos» e «Grupo Coral Alentejano da Brandoa».

Dia Internacional dos Museus
Segunda-feira 18 de maio
10h00 -12h30 “Por detrás da Máscara”: oficina para jovens
Sabias que a máscara é um dos elementos comuns a quase todas as culturas do mundo? Vem ao Museu descobrir o carácter universal da máscara, através de uma visita guiada a algumas das 40.000 peças das suas coleções, e aprende depois a construir a tua própria máscara com técnicas de pintura e colagem.
Público-alvo: grupos escolares do 2.º ciclo do ensino básico.
Sujeito a marcação prévia (para: visitasguiadas@mnetnologia.dgpc.pt) e limitado a um máximo de 30 participantes.

14h00 – 16h45 Visitas Guiadas às Reservas do Museu
14h00 – 14h45 | I.“Galerias da Vida Rural”
Espaço de reserva de coleções ilustrativas dos temas da agricultura e atividades agro-marítimas, pastoreio, tecnologia têxtil e equipamento doméstico na sociedade rural portuguesa, correspondendo, na sua grande maioria, a coleções sistemáticas constituídas pela equipa fundadora do Museu entre as décadas de 1960 e 1970.

15h00 – 15h45 | II. “Galerias da Amazónia”
Espaço de reserva de coleções adquiridas junto de vários grupos indígenas da Amazónia brasileira, na década de 1960 por Victor Bandeira e na década de 2000 por Aristóteles Barcelos Neto.

16h00 – 16h45 III. “Galerias das Artes e Ofícios”
Espaço de reserva atualmente em preparação para futura abertura ao público como a 3.ª Reserva Visitável do Museu, no qual se encontram reunidas coleções provenientes de todo o País, relativas quer a atividades tradicionais propriamente ditas (com particular destaque para a pesca, a olaria e a cestaria), quer a atividades na fronteira entre o património «etnológico» e o património «industrial» (como o recheio de uma fábrica de produção de escovas, vassouras e pincéis, em atividade no centro de Lisboa até 1984).

Público-alvo: todos os públicos.
Sujeito a marcação prévia (para: visitasguiadas@mnetnologia.dgpc.pt) e limitado a um máximo de 25 participantes por visita.

Jornadas «Porta Aberta» | Visita guiada «Uma Reserva Visitável em Preparação»

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Nos próximos dias 21 e 22 de Abril, pelas 14h, a propósito das Jornadas «Porta Aberta», apresentar-se-á, no MNE, uma Reserva Visitável dedicada às Artes e Ofícios. Nesta reserva reúnem-se coleções provenientes de todo o País, relativas quer a atividades tradicionais (com particular destaque para a pesca, olaria e cestaria), quer a atividades na fronteira do património «etnológico» e do património «industrial».

Uma vez que as inscrições para o dia 22 estão preenchidas, continuamos a aceitar marcações para o dia 21, às 14h, para:

Ana Botas

Tel: 213041160

anabotas@mnetnologia.dgpc.pt

Número máximo de participantes: 25 pessoas

Apresentação da moeda “Os Jugos”, no próximo dia 26 de Setembro, no MNE

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No âmbito das Jornadas Europeias do Património, que decorrerão nos próximos dias 26, 27 e 28 de Setembro, subordinadas ao tema “Património, sempre uma descoberta”, a Imprensa Nacional – Casa da Moeda, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, lançará um nova moeda comemorativa, da série “Etnografia Portuguesa”. Esta série, que se estenderá até 2018, começou em 2013 com uma moeda alusiva às arrecadas de Viana do Castelo.
No próximo dia 26 de Setembro, pelas 18h30, no edifício do MNE, lançar-se-á um novo exemplar, inspirado nos motivos do jugo minhoto das coleções do museu.

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Este jugo, proveniente de Famalicão, é um belíssimo exemplar da zona onde se encontram os mais altos e mais trabalhados de entre as variantes de todos os jugos de tábua da faixa do noroeste do país, entre o Vouga e o Minho, onde foram usados e onde poderão ainda ser observados.  

É o instrumento que permite a sujeição dos animais ao carro ou ao arado, mas pela sua morfologia e elaboração plástica, afirma-se e exibe-se muito para além da sua função de atrelagem e tracção. É feito de vazados, entalhes, recortes, contornado em toda a volta por cercadura de ramos e folhagens. A grade na metade superior é um rendilhado de motivos lavrados e abertos que o jugueiro vai buscar a um extenso reportório e talha a seu gosto ou a pedido do lavrador, repetindo-os e associando-os num desenho de grande rigor, equilíbrio, simetria. Nada nesta parte superior do jugo está vinculado à sua função técnica.  

Na parte inferior, outros motivos mais individualizados, com destaque para o que ocupa o centro, aqui o escudo encimado pela data de 1929, articulam-se com aberturas por onde irão passar as correias que o ligam ao carro e aos animais. Mas estas varandas de muitas furas, dispõem-se de tal maneira de um lado e de outro, que igualmente parecem elementos decorativos e luxo de formas. 

De todos os jugos que se conhecem com este grau de exuberante aparência, nenhum é anterior a meados do século XIX. É nesta sua historicidade que poderemos encontrar explicação para a existência e difusão deste surpreendente instrumento de trabalho. As reformas legislativas dos anos 30, com incidência na propriedade fundiária, a venda dos bens dos conventos, a melhoria da rede viária, circulação de novo capital com o dinheiro dos brasileiros, acompanham o aparecimento de uma classe de lavradores abastados que exibem a sua pujança e o seu estatuto, com os seus animais e atavios, no transporte das suas produções e materiais, na deslocação às feiras, participação em cortejos. A grande visibilidade do carro e dos animais como meio de transporte marcador da paisagem indissociável dos seus donos, vêm a dar a este instrumento sentidos cuja leitura se encontra no plano da afirmação social.  

 Mas se o jugo é muito eloquente como objecto de representação, ele merece ser trazido para o campo de interrogação em torno das artes decorativas, expressividade plástica, ou em sentido mais amplo, das questões estéticas, pois é exemplo de como parece ser, pelo modo de vestir ou esconder um elemento funcional, que este se revela enquanto outra coisa, outra dimensão. Por isso, alguns de mais excepcional execução se chamaram jugos de parada, para ser vistos. Este poderia ser um deles. 

Documentação de apoio online da exposição temporária “Artes de Pesca. Pescadores, normas, objetos instáveis”

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Já se encontra disponível para download, a documentação de apoio da exposição temporária “Artes de Pesca. Pescadores, normas, objetos instáveis”. Podem agora imprimi-la, trazendo-a convosco para uma visita a esta exposição, que está à vossa espera!

Irão sendo acrescentadas novidades. Acompanhem o nosso blogue.