Lançamento do Livro «Pão das Mulheres», de Mouette Barboff (Âncora Editora, 2017) – Museu Nacional de Etnologia, 8 de março

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A obra Pão das Mulheres, agora publicada pela Âncora Editora, sistematiza e dá a conhecer um amplo conjunto de práticas, técnicas e costumes relativos aos processos tradicionais de confeção do pão, aos processos de cultivo e moagem dos cereais (trigo, centeio e milho)  que constituem a sua matéria-prima, assim como aos próprios universos relativos aos contextos sociais que conferem sentido e relevância à produção e ao consumo do pão caseiro em Portugal.

Suportado por intenso trabalho de terreno realizado pela autora entre as décadas de 1980 e 1990, em diversas comunidades e regiões de Portugal, Pão das Mulheres é um livro fundamental para compreender a importância do pão, que pretende contribuir para a valorização do trabalho feminino e da diversidade dos saberes e práticas tradicionais inerentes a esta componente fundamental do património gastronómico nacional.


Mouette Baboff é doutorada em Etnologia/Antropologia Social pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, presidente da associação científica “L’Europe, Civilisation du Pain” durante dez anos, e, agora, fundadora e administradora do recurso online “Les Civilisations du Pain”, que pertence à Fundação Maison des Sciences de l’Homme (Paris). Apaixonada pelo tema do pão, é uma reputada especialista neste domínio em Portugal, França e outros países europeus.

As suas pesquisas deram origem a uma tese sobre o ciclo do pão caseiro em Portugal, a várias exposições e filmes documentais, assim como a publicações de diversas obras, entre as quais Terra Mãe Terra Pão, catálogo da exposição homónima realizada no Ecomuseu do Seixal em 1995-1996, que veio a dar origem ao livro homónimo publicado pela Âncora Editora em 2005; Pains d’hier et d’aujourd’hui, publicado em Paris pelas Editions Hoëbeke em 2006  (primeiro prémio de Gourmand Awards); O pão em Portugal, o livro que cheira a pão, publicado pela Inapa em 2008 e considerado um dos melhores livros de gastonomia em Portugal; A tradição do pão em Portugal, publicado pelos CTT em 2011 (primeiro prémio de Gourmand Awards). Mouette Barboff participou também no Diccionnaire universel du pain, publicado em Paris pelas Editions Robert Laffont, em 2010.

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Seis objectos de Angola, patentes ao público no Musée du Quai Branly

Encontram-se atualmente patentes ao público no Musée du Quai Branly seis objetos de Angola das coleções do Museu Nacional de Etnologia – duas esculturas Cokwe (n.º inv.: O.333; AO.334), um bastão Songo (n.º inv.: AA.986), um bastão Ovimbundu (n.º inv.: AA.779) e um bastão Holo (n.º inv.: AI.350) – cedidas para a exposição «L’Afrique des Routes» que reúne um total de cerca de 300 objetos oriundos de vários museus e coleções particulares dos EUA e Europa.

A exposição, inaugurada a 31 de janeiro e que poderá ser visitada até ao dia 12 de novembro de 2017, apresenta-nos a história de séculos de contactos entre diferentes culturas, tanto dentro do continente africano, séculos antes da chegada dos portugueses no século XV, como também para além das suas fronteiras até aos dias de hoje, através de rotas de circulação de homens, matérias e obras de arte.

Mais informações em:

http://www.quaibranly.fr/fr/expositions-evenements/au-musee/expositions/details-de-levenement/e/lafrique-des-routes-36991/

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Exposição: «Da Fotografia ao Azulejo» | Museu de Arte Popular | 15 de dezembro de 2016 a 1 de outubro de 2017

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Esta é uma exposição que convida à descoberta de Portugal e dos modos de representação da sua história e especificidades culturais, de caráter local ou regional, tomando como ponto de partida o azulejo e a imagem fotográfica que nele se reproduz ou, em muitos casos, se reinventa.

 Este novo olhar sobre uma expressão artística emblemática da paisagem cultural nacional, o azulejo, e as imagens que lhes estiveram na origem constitui o culminar da pesquisa de José Luis Mingote Calderón (Museo Nacional de Antropología – Madrid), que, ao longo de diversos anos, desenvolveu pesquisa de terreno em Portugal.

 Organizada e inicialmente apresentada pelo Museu Nacional de Soares dos Reis, a exposição itinerou em Espanha, primeiro no Museo Etnográfico Provincial de León e mais recentemente no Museo Nacional de Antropología, sendo agora apresentada no Museu de Arte Popular, complementada com uma seleção de peças das coleções constituídas pela equipa fundadora do Museu Nacional de Etnologia.

 É com esta exposição, enfim, que se assinala a reabertura ao público e o início de um novo ciclo do Museu de Arte Popular, vinculado à missão e ao programa do Museu Nacional de Etnologia, no contexto de um projeto equacionado por diversas vezes nas últimas quatro décadas mas que apenas agora se concretiza plenamente.