Perspectivas Antropológicas Contemporâneas sobre os Índios no Brasil» | Escola de Verão 2017 | Instituto de Ciências Sociais & Museu Nacional de Etnologia, 26 de junho a 12 de julho

Sem Título

Encontram-se abertas as inscrições para o curso «Perspectivas Antropológicas Contemporâneas sobre os Índios no Brasil», que tem como tema principal o debate sobre o conhecimento e a vivência da terra sob perspectivas ameríndias. Serão abordadas questões como a revitalização das discussões sobre animismo na antropologia, o multinaturalismo, o papel da visão para o conhecimento, a posse da terra em sentidos múltiplos e o papel específico dos deslocamentos no espaço para uma compreensão integrada da cultura, da história e da política dos índios no Brasil. O curso integra também uma compreensão da forma como os índios no Brasil guiam, desviam e transformam a luta política pela defesa da terra, assim como abordará questões do conhecimento ameríndio pela visão e a filmagem e pela estética.

O curso é organizado pelo Instituto de Ciências Sociais com a colaboração do Museu Nacional de Etnologia e decorre entre 26 e junho e 12 de julho. Para mais informações consulte o Programa, aqui.

World Press Photo | 28 de abril a 21 de maio | Museu Nacional de Etnologia

A Exposição WORLD PRESS PHOTO 2017 encontra-se patente ao público no Museu Nacional de Etnologia entre os dias 28 de abril e 21 de maio de 2017.

A edição de 2017 da Exposição apresenta ao público as imagens vencedoras do 60.º concurso anual da World Press Photo, selecionadas a partir de um total de 80.408 imagens produzidas por 5.034 fotógrafos de 126 países.

Referência mundial do fotojornalismo, a Exposição dá a conhecer ao público, através das imagens premiadas pela World Press Photo, algumas das questões cruciais com as quais povos e sociedades de todo o mundo se defrontam na atualidade e que, em muitos casos, se repercutem além das suas fronteiras e mesmo à escala global.

A Exposição é organizada pela World Press Photo Foundation, uma organização sem fins lucrativos fundada em 1955, e, à semelhança das edições anteriores, a sua realização é assegurada pela Revista Visão e pela SIC Notícias.

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Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 18 de abril | MNE e MAP

PROGRAMAÇÃO

 1. Título: “Prisão de Escravos”: testemunho de uma história sombria

Monumento/ sítio/ local: Museu Nacional de Etnologia

Tipo de atividade: Exposições

Data: 18 de abril a 31 de dezembro de 2017

Descrição: O museu destaca um “Grilhão” ou “Prisão de Escravos” para evocar a escravatura, uma das práticas mais sombrias da história das relações entre distintos povos e culturas. Este é um dos raros exemplos existentes em Portugal e ilustra a violência e desumanidade na subjugação do escravo, pela sua imobilização total aprisionando conjuntamente os punhos e tornozelos.

Público-alvo: Todos os públicos

Organização: Museu Nacional de Etnologia/ Museu de Arte Popular

Participação e apoios: Biblioteca Nacional de Portugal

Contacto para informações e inscrições:

Museu Nacional de Etnologia

Avenida Ilha da Madeira

1400-203 Lisboa

Tel: 213 041 160; mail: geral@mnetnologia.dgpc.pt;

website: https://mnetnologia.wordpress.com/


2. Título: A Vida Rural Portuguesa em duas Coleções e muitos Sítios

Monumento/ sítio/ local: Museu Nacional de Etnologia

Tipo de atividade: Visitas guiadas/ percursos orientados

Data: 18 de abril

Hora: 14h30 e 16h30

Descrição: Visita guiada às «Galerias da Vida Rural», reservas visitáveis nas quais se acondicionam as coleções ilustrativas da sociedade rural portuguesa de maior relevância a nível nacional. As 3000 peças aqui acessíveis foram complementadas em 2007 pelas coleções do Museu de Arte Popular.

Organização: Museu Nacional de Etnologia/ Museu de Arte Popular

Contacto para informações e inscrições:

Museu Nacional de Etnologia

Avenida Ilha da Madeira

1400-203 Lisboa

Tel: 213 041 160; mail: visitasguiadas@mnetnologia.dgpc.pt;

website: https://mnetnologia.wordpress.com/


3.  Título: Museu de Arte Popular: um monumento para o povo da primeira metade do século XX 

Monumento/ sítio/ local: Museu de Arte Popular

Tipo de atividade: Visitas guiadas/ percursos orientados

Data: 19 de abril

Hora: 11h30 e 14h30

Descrição: Visita guiada à exposição «Da fotografia ao azulejo: povo, monumentos e paisagens de Portugal na primeira metade do século XX»,  fazendo uma articulação com a própria história e relevância patrimonial do edifício do Museu de Arte Popular, classificado desde 2012 como Monumento de Interesse Público.

Público-alvo: Todos os públicos

Organização: Museu Nacional de Etnologia/ Museu de Arte Popular

Contacto para informações e inscrições:

Museu de Arte Popular

Av. Brasília, 1400-038 Lisboa

Tel: 213 011 282; mail: visitasguiadas@map.dgpc.pt

website: https://museuartepopular.wordpress.com/


4. Título: A Vida Rural Portuguesa em duas Coleções e muitos Sítios

 Monumento/ sítio/ local: Museu Nacional de Etnologia

Tipo de atividade: Visitas guiadas/ percursos orientados

Data: 19 de abril

Hora: 14h30 e 16h30

Descrição: Visita guiada às «Galerias da Vida Rural», reservas visitáveis nas quais se acondicionam as coleções ilustrativas da sociedade rural portuguesa de maior relevância a nível nacional. As 3000 peças aqui acessíveis foram complementadas em 2007 pelas coleções do Museu de Arte Popular.

Organização: Museu Nacional de Etnologia/ Museu de Arte Popular

Contacto para informações e inscrições:

Museu Nacional de Etnologia

Avenida Ilha da Madeira

1400-203 Lisboa

Tel: 213 041 160; mail: visitasguiadas@mnetnologia.dgpc.pt;

website: https://mnetnologia.wordpress.com/

 

 

 

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Projeto Mobilising Archives: photography in Southwest Angola explora a coleção fotográfica de António Carreira

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Teve início recentemente a pesquisa sobre o fundo do arquivo fotográfico do Museu Nacional de Etnologia produzido por António Carreira, conduzida pela investigadora Inês Ponte, e no âmbito do qual o Museu se constitui como parceiro do projeto Mobilising Archives: photography in Southwest Angola.

Este projeto é realizado por Inês Ponte no âmbito de uma Bolsa Pós-Doutoral Marie Curie (747508), financiada pela Comissão Europeia, e desenvolve-se no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no âmbito do Grupo de Investigação “Impérios, Colonialismo e Sociedades Pós-coloniais”, coordenado por Ricardo Roque. Combinando trabalho de arquivo em Portugal e de terreno em Angola, Mobilising Archives investiga o desenvolvimento da fotografia com intenção etnográfica através de colecções criadas numa mesma região entre as décadas de 1930 e 1990.

Entre as três colecções fotográficas que constituem o objeto desta investigação conta-se a de António Carreira (1905-1988), produzida no contexto das Missões de Prospecção Etnográfica que desenvolveu para o Museu entre 1965 e 1969, constituída por diversos milhares de espécimes em película de 35mm (negativos preto-e-branco e dispositivos a cores), cujo estudo decorrerá a par da investigação realizada sobre a respetiva documentação integrada no Arquivo Histórico do Museu.

António Barbosa Carreira (1905-1988) nasceu na Ilha do Fogo, em Cabo Verde. Em 1962 inicia a sua colaboração com o Museu, concretamente a sua Missão Organizadora, que se estende até 1983. Entre 1964 e 1973, participou em 11 das Missões de Prospecção Etnográfica organizadas pelo Museu, 5 das quais realizadas em Angola. Ao longo da sua colaboração com o Museu, entre 1964 e 1984, Carreira procedeu à recolha para as coleções do Museu de quase quatro milhares de objetos, tendo sido igualmente responsável por parte considerável da produção fotográfica relativa a África pertencente ao Museu. Tendo desenvolvido uma produção predominantemente etnográfica desde 1934, a partir da década de 1960 começa a interessar-se por uma abordagem de caráter eminentemente histórico. Assinou artigos sobre etnografia, linguística, demografia, economia, direito, antropologia física, entre outros tópicos, no Boletim Geral das Colónias, na Revista Garcia da Orta, Geographica, Revista Ultramar, Revista do Centro de Estudos Periódicos e na Revista de História Económica e Social, com a qual manteve uma colaboração assídua a partir de 1978.