Visita-oficina «Aprender a Brincar como as crianças indígenas da Amazónia»
Numa visita às «Galerias da Amazónia» descobrimos como as crianças das sociedades indígenas se divertem e ficamos a conhecer alguns dos jogos e brinquedos que utilizam nas suas brincadeiras. Em seguida iremos construir, com recurso a materiais reciclados, um brinquedo e experienciar de forma lúdica como estes se utilizam.
Público-alvo: Educação pré-escolar, 1º ciclo.
Horários: 10h00–11h30 e 14h30–16h00
Grupos no máximo: 30 participantes.
Participação gratuita, mediante inscrição prévia dos grupos escolares e apresentação de credencial da instituição escolar.
O Museu Nacional de Etnologia dá a conhecer ao público 96 trabalhos artísticos que celebram os 50 anos do 25 de abril de 1974, da autoria dos alunos do 6.º ano da Escola EB 2+3 Paula Vicente (Restelo), recentemente desenvolvidos na disciplina de Educação Visual.
Os trabalhos agora apresentados, numa mostra intitulada «50 anos de abril na Paula Vicente», resultam do desafio lançado aos alunos pelo docente da disciplina de Educação Visual daquela Escola, Professor João Pedro Ricardo, da utilização do cravo de abril como base para criação de um objeto artístico alusivo à efeméride, num quadro de total liberdade de expressão individual, estímulo ao espírito crítico e promoção da utilização de distintos códigos e meios no processo criativo.
O acolhimento desta mostra de trabalhos artísticos dos alunos da Escola EB 2+3 Paula Vicente enquadra-se, por um lado, na função educativa do Museu e no trabalho que este desenvolve desde há décadas com o tecido escolar nacional, desde logo com o Agrupamento de Escolas do Restelo.
Mas o acolhimento desta mostra decorre, naturalmente, da própria função social do Museu e do trabalho que este desenvolve quotidianamente, desde sempre, em matéria de promoção do respeito pelos direitos humanos e de valorização da diversidade cultural.
São estes valores fundamentais de hoje que o espírito de abril de 1974 afirmou. São exatamente estes os valores que nos evocam os belíssimos trabalhos da autoria dos alunos do 6.º ano da Escola EB 2+3 Paula Vicente.
Aproveitando a experiência de pessoas que viveram e trabalharam num contexto ditatorial (o Estado Novo), assim como durante a revolução de Abril e a estabilização democrática, ESTALO NOVO propõe refletir sobre a história de um país, sobre as histórias dos corpos que nele habitam, e sobre o regime em que hoje vivemos.
A peça que resultou deste processo é uma guerra de palavras que testemunham grandes e pequenas guerras, umas públicas, outras privadas, mais algumas coletivas e tantas outras individuais.
A partir de uma ideia dos artistas Ana Borralho e João Galante sobre formas de desobediência, e com dramaturgia de Rui Catalão, ESTALO NOVO é um projecto de colaboração feito com a Companhia Maior, originalmente estreado em 2013 no Centro Cultural de Belém.
Esta reposição acontece no âmbito das comemorações do quinquagésimo aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974 em parceria com o Museu Nacional de Etnologia e o Museu de Arte Popular e com o apoio da Direção-Geral das Artes e da Câmara Municipal de Lisboa.
Próximas apresentações (Museu Nacional de Etnologia):
· 11 Maio, 18h30
· 17 Maio, 18h30
· 18 Maio, 21h00, no âmbito do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeia dos Museus
Entrada gratuita, sujeita à capacidade da sala e a pré-reserva através deste link.
Mais informações sobre a peça no website da Companhia Maior.
Alpi de Armin Linke. 64′. Museu Nacional de Etnologia | 13 abril 2024 | 18h30
Sessão Pública Messy Studio Lisboa. 7ª Edição Trienal de Arquitetura de Lisboa. Curadoria: Territorial Agency
O documentário Alpi de Armin Linke, fotógrafo e cineasta que combina uma série de tecnologias contemporâneas de processamento de imagem para esbater a fronteira entre ficção e realidade, lança o repto para a primeira apresentação em Portugal de How Heavy is a City?, a investigação conduzida desde finais de 2022 pela dupla britânica Territorial Agency para a 7.ª edição da Trienal de Lisboa.
Após a exibição do filme, a curadoria da Trienal 2025 junta-se a Armin Linke para uma conversa que vai revelar as três principais linhas da investigação que moldam o programa do fórum internacional (2 de Outubro a 8 de Dezembro de 2025). Quão pesada é uma cidade? é o ponto de partida para pensar o complexo conjunto de transformações contemporâneas da cidade e do seu contexto, revelando uma nova figura emergente com uma magnitude planetária. A 7ª edição da Trienal explora formas emergentes de cooperação e mutualidade, estabelecendo uma nova unidade para avaliar a arquitectura e reformular o seu papel enquanto motor de debate.
A apresentação e legendagem do filme serão em Inglês.
Entrada Livre sujeita a lotação do auditório.
Alpi. A film by Armin Linke. 64′. Museu Nacional de Etnologia | 13 april 2024 | 18h30
The investigation for How Heavy is a City? which entitles the 7th edition of the Lisbon Triennale has been underway since the end of 2022. Curated by Territorial Agency, the three main lines of research shaping the upcoming Triennale 2025 are presented in Lisbon, starting with the screening of Alpi, a documentary film made by photographer and artist Armin Linke in 2011.
Alpi is the result of seven years of research of Piero Zanini, Renato Rinaldi and Armin Linke on contemporary perceptions of the landscape of the Alps, juxtaposing places and situations across all eight bordering nations and spanning the territories of four languages. In the film, the Alps are encountered like an island that is connected to various global transformations. We undertook many journeys in the alpine region, which, ironically, led us as far as Dubai. The film shows the Alps as a key location, owing to its delicacy and environmental importance, where one can observe and study the complexity of social, economic, and political relationships. In the Europe of today, the Alps are a hotbed for modernity and its illusions. – Armin Linke, 2010
The presentation will be in English and is subjet to the auditorium capacity.
O Museu Nacional de Etnologia expressa o seu profundo pesar pela perda de Victor Bandeira (18.07.1931 – 03.04.2024), seu colaborador externo desde 1964, a quem se deve a recolha de algumas das suas mais amplas coleções que documentam muitos dos 380 povos e culturas que aqui se encontram representados e, como tal, que em muito contribuiu para que, desde o primeiro momento, o museu pudesse contornar o espartilho de «museu de etnologia do ultramar» que lhe foi imposto até 1974 e afirmar-se, efetivamente, como um museu das culturas de todo o mundo.
Em grande medida, os primeiros trinta anos da história e da visão do Museu Nacional de Etnologia são, pois, indissociáveis da colaboração de Victor Bandeira, que entre as décadas de 1960/70 recolheu mais de 5.000 objetos para as coleções do Museu, nomeadamente em povos de África, da América do Sul e da Ásia. Deste total, mais de 700 objetos constituem doações suas ao Museu, evidência da sua enorme e constante dedicação com o Museu, em que se inclui também a colaboração na organização e montagem de muitas das exposições aqui realizadas, em particular até ao início da década de 1990.
Victor Bandeira será sempre lembrado com saudade e profunda amizade por todos os que com ele se cruzaram neste Museu, por toda a sua generosidade, alegria e espírito invariavelmente positivo, capacidade de partilha e tantas outras qualidades humanas e profissionais.
Será sempre inquantificável tudo o que com ele aprendemos e tudo o que dele recebemos.
Aos familiares e aos muitos, muitos amigos de Victor Bandeira as nossas mais sentidas condolências nesta hora em que todos nos juntamos para o honrarmos.