Concerto de Tiago Matias | “Sombras”: A música para guitarra barroca de António Marques Lésbio (1639-1709) | 7 junho, 17h30

© Filipe Faria

MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA

7 JUNHO, 17H30

ENTRADA LIVRE

“Sombras” reúne o repertório para viola (guitarra barroca) de António Marques Lésbio (1639-1709), um dos mais destacados compositores portugueses do período barroco. O trabalho resulta da investigação realizada pelo guitarrista Tiago Matias em torno da vida e obra do compositor. Conheciam-se até ao momento 19 obras de Lésbio, essencialmente vilancicos e tonos, todas de enorme qualidade e muito representativas da produção musical dos séculos XVII e XVIII em Portugal. Com a atribuição destas novas 14 obras para viola – ou guitarra barroca – a António Marques Lésbio, o catálogo do compositor cresce em dimensão e qualidade, reforçando o seu estatuto como um dos nomes maiores da cultura barroca portuguesa.

As 14 obras para viola (guitarra barroca) agora transcritas e gravadas em primeira audição moderna são provenientes dos três códices portugueses setecentistas com música para o instrumento. A maior parte deste corpus faz parte do Cifras de Viola, o Manuscrito Musical 97 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. No Livro de Guitarra do Conde do Redondo, um manuscrito mais tardio, identificamos a Fantezia no 8º tom. Num terceiro manuscrito, à guarda da Fundação Calouste Gulbenkian, encontramos a Fantesia de António Marques tocador da Capella Real, que originou a investigação em torno do compositor e que resulta neste disco, livro e digressão de apresentação dos mesmos.

Nota Biográfica:

Natural de Aveiro, Tiago Matias finalizou em 2002 o Curso Complementar de Guitarra Clássica no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, obtendo a classificação de 20 valores no exame final de guitarra. Concluiu em 2005 a licenciatura em Guitarra na Escola Superior de Música de Lisboa. Foi galardoado em vários concursos de guitarra, destacando-se entre eles o 1º prémio no “Música en Compostela” (Santiago de Compostela, 2004) e o 3º prémio no Concurso Legato (Porto, 2000). Colabora regularmente com os agrupamentos “Orquestra Sinfónica Portuguesa”, “Ludovice Ensemble”, “Segréis de Lisboa”, “Sete Lágrimas”, “Orquestra Barroca da Casa da Música” e “Divino Sospiro”, entre outros.

Apoios:

Lançamento da 2ª Edição Catálogo “Descontruir o Colonialismo, Desconstruir o Imaginário” | 29 maio, 18h00

A Museus e Monumentos de Portugal, EPE, o Museu Nacional de Etnologia, o CEsA Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento e as Edições Colibri têm o prazer de vos convidar para a Cerimónia de Apresentação da 2.ª Edição revista, aumentada e bilíngue do Catálogo “Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário / Deconstructing Colonialism, Decolonising the Imaginary”.

O evento de lançamento terá lugar a 29 de maio, às 18h00, no Museu Nacional de Etnologia (Av. da Ilha da Madeira – Lisboa).

A sessão será conduzida pela Professora Doutora Isabel Castro Henriques, investigadora do CEsA, e contará com a apresentação do Professor Doutor Jean Michel-Tali (Universidade de Howard, EUA).

Apresentação do livro “Instrumentos Musicais da Madeira” | 24 maio, 16h30

No dia 24 de maio de 2025 às 16h30 teve lugar no auditório do Museu Nacional de Etnologia a apresentação pública da edição “Instrumentos Musicais da Madeira” da Associação Xarabanda, com a presença de Rui Camacho, Jorge Torres e Alexandre Weffort.

O evento contou com um momento musical a cargo de Gustavo Paixão e Graciano Caldeira, executantes de Braguinha, com a performance de algumas peças da autoria de Graciano Caldeira e de Cândido Drumond de Vasconcelos.

“Dahomey” de Mati Diop | 17 maio, 19h30 | Noite Europeia dos Museus

No âmbito da Noite Europeia dos Museus que este ano se celebra a 17 de maio de 2025, será exibido o filme “Dahomey” de Mati Diop no auditório do Museu Nacional de Etnologia, às 19h30.

Sinopse: Novembro de 2021. 26 tesouros do Reino do Daomé estão prestes a deixar Paris para regressar ao seu país de origem, a atual República do Benim. Juntamente com milhares de outros, estes artefactos foram saqueados pelas tropas coloniais francesas, em 1892. Mas que atitude adotar perante o regresso a casa destes antepassados, num país que teve de avançar na sua ausência? Enquanto a alma dos artefactos é libertada, o debate instala-se entre os estudantes da Universidade de Abomey-Calavi.

“Dahomey” venceu o prémio Urso de Ouro do 74º Festival de Cinema de Berlim e foi nomeado para os Lux Audience Awards de 2025.  

Dados técnicos: Benim, França & Senegal, 2024, 68′.

ENTRADA LIVRE SUJEITA À LOTAÇÃO DA SALA (160 lugares). 

Programa Paralelo da Exposição “PÓS-MUSEU: ‘A’ de Ausência” | Visita guiada e Conversa | 22 abril, 17h00

17h00 – Visita orientada à exposição pela curadora Sandra Vieira Jürgens

18h00 – Conversa com Manuel Santos Maia e Liliana Coutinho

Na próxima terça-feira, 22 abril, às 18h, no Museu Nacional de Etnologia, terá lugar uma conversa com Manuel Santos Maia e Liliana Coutinho, no âmbito da exposição “PÓS-MUSEU: ‘A’ de Ausência”.

Partindo da obra “Alheava_film“ (2006-2007), que integra a exposição, iremos conversar sobre o projeto “Alheava“ que Manuel Santos Maia tem vindo a desenvolver desde 2002. Através da sua própria história familiar, o artista tem procurado refletir sobre as memórias pessoais e coletivas dos portugueses relativamente ao passado colonial e pós-colonial em África. 

No mesmo dia, às 17h, terá lugar uma visita orientada à exposição pela curadora Sandra Vieira Jürgens.

Biografias

Manuel Santos Maia, artista plástico, nasceu em Nampula e vive e trabalha no Porto. A sua prática artística está intimamente associada à busca da sua identidade, à memória e história familiar e coletiva da colonização portuguesa em Moçambique.

Liliana Coutinho é programadora de Debates e Conferências da Culturgest, em Lisboa. Doutora em Estética e Ciências da Arte pela Université Paris, é investigadora do I.H.C. – FCSH/UNL e do Institut A.C.T.E – Université Paris.

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.