Doação por parte de Mark Crathorne

Nas Galerias da Amazónia foi recentemente reorganizada a vitrina 36, que agora inclui uma sela e outros equipamentos de boiadeiro da Amazónia brasileira.
Este conjunto de objectos faz parte da doação recente de Mark Crathorne e pode ser visitado às 11h30 e às 15h30.

Prémio Literário Ruy Cinatti

O “Prémio literário Ruy Cinatti” é uma iniciativa da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, S.A., que se realiza anualmente a partir de 2010, e visa seleccionar e premiar uma obra em prosa ou poesia redigida em língua portuguesa, inédita, da autoria de um timorense.
Consulte o regulamento aqui.

I Curso virtual "Inventário e registro para o património cultural imaterial" | Outubro de 2010 a Março de 2011

Acção promovida pelo Centro Regional para a Salvaguarda do Património Imaterial da América Latina (CRESPIAL), em parceria com o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Na condição de membro do CRESPIAL, foi destinado ao Brasil, sob a responsabilidade do IPHAN, a selecção de 30 candidatos.

As candidaturas devem ser enviadas ao IPHAN até o dia 22 de Outubro de 2010, para o endereço electrónico selecaocursopci@iphan.gov.br, inclusive cópia digital da carta de apresentação. O original da carta de apresentação deverá ser enviado para o endereço do IPHAN em Brasília.

Consulte o programa aqui.

Dúvidas e ou pedidos de informações complementares devem ser enviadas para o endereço electrónico selecaocursopci@iphan.gov.br.

Instituto Socioambiental

As reservas visitáveis do MNE – Galerias da Amazónia – não se esgotam nos objectos que nelas estão expostos. A cada vez mais actual questão indígena leva a que todos os dias surjam notícias respeitantes à realidade dos índios, não apenas do seu modo de vida e cultura, mas também das suas exigências, direitos, deveres, avanços e recuos. Além de uma visita às Galerias, recomendamos uma fonte de informação que sistematiza estes aspectos em geral e em relação a cada grupo: o sítio online, ao alcance de todos, do Instituto Socioambiental (ISA).


Galerias da Amazónia
Visitas acompanhadas:
Terça-feira: 15h30
Quarta-feira a Domingo: 11h30 e 15h30

Panos d’Obra

A propósito da actuação desta noite, às 21h, do grupo de batuque Finka-Pé, transcrevemos aqui um parágrafo de António Carreira dedicado aos panos d’obra usados pelas mulheres cabo-verdeanas.
“São assim considerados todos os formados por bandas cuja tecelagem implique a feitura, ao tear, de complexos lavores (definidos indistintamente por ornato ou relevo, técnica de brocado ou de float – à falta de outro termo técnico mais adequado ou expressivo), usando só linha de algodão e de seda de diversas cores, formando desenhos geométricos ou figuras, objectos, casas, igrejas, embarcações, insectos, símbolos como a cruz de Cristo, estrelas de várias pontas, rosáceas e outros. (…)
A designação pano d’obra tem o seu fundamento. Segundo Feijó, «conforme o seu obrado ou trabalho, assim determinavam a espécie», pois a diversidade de lavores «concorre também a fazer o seu valor intrínseco no comércio».
A dificuldade da obra, o trabalho exigido pelos lavores, valorizam o tecido, tornando-o caro. O tecelão, o ficial (de oficial, de ofício) tanto em Cabo Verde como na Guiné, ao empreender a feitura do desenho encomendado, começa por elucidar o cliente de que o pano «tem obra». É, pois, difícil, complicada a sua tecelagem. Obrado é sinónimo de muito esmerado, complicado. O termo foi bastante utilizado nos antigos «Regimentos» da Metrópole, nos século XVI e seguintes, ao regularem as actividades têxteis. Registavam as «Fraudes e deficiências de produção», quando os panos se apresentavam mal obrados e falsificados, assim na conta dos fios como na impropriedade das tintas. A denominação pano d’obra foi, evidentemente, buscada no português. Na Metrópole o termo obrado é hoje arcaico.
Nesta categoria conhecem-se em Cabo Verde as seguintes denominações, usadas também na Guiné: «Bixo simples» (…); Bicho cortado (…); Boca branca (…); Oxós ou apenas oxó, também designado por pano de vestir (…).

CARREIRA, António – Panaria caboverdeana-guineense: (aspectos históricos e sócio-económicos); pref. de Jorge Dias. – 2ªed. – [Praia]: Instituto Caboverdeano do Livro, 1983, pp. 119-123.