Inaugurou-se no passado dia 24 Março a exposição Locus Solus. Impressões de Raymod Roussel, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto. A exposição foi co-organizada com o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e comissariada por João Fernandes, François Piron e Manuel Borja-Villel. Locus Solus reúne cerca de 300 objectos dos quais 6 pertencem ao acervo do Museu Nacional de Etnologia epoderá ser visitada até 21 de Julho de 2012.
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Terminou a exposição “Saveur des Arts – De l’Inde Moghole a Bollywood”, Genève, Suiça.
A exposição “Saveur des Arts”, comissariada por Laurent Aubert, patente ao público entre 26 de Maio de 2011 e 18 de Março de 2012, no Musée d’Etnhnographie de Genève em Conches, pôde contar com a presença de 15.484 visitantes. Nos dias 20 e 21 procedeu-se à respectiva desmontagem, à embalagem e transporte de regresso das 12 pinturas Patua, pertencentes ao Museu Nacional de Etnologia que figuraram na exposição. Desta exposição disponibilizam-se aqui alguns recortes de jornal publicados nos periódicos daquele país, bem como algumas fotografias dos momentos de desmontagem.
Dossier de Imprensa
Recortes de Imprensa.pdf
Esta é a nova morada do MNE!
Esta passou a ser a morada definitiva do MNE. A partir de agora, todas as actualizações serão feitas aqui. Esperamos, com este novo site, ter uma maior interactividade e actualizar uma maior e mais variada informação. Todo o conteúdo do outro blog será transferido para aqui, de forma a que possa ser feita uma pesquisa pelas nossas notícias mais antigas.
Obrigado pela vossa compreensão.
Inauguração | António Peralta: O pintor que esculpia histórias” | Vídeo e fotografias
António Peralta: O pintor que esculpia histórias
António Peralta (1919-1984) nasceu em Vila Nova do Coit0 (Alm0ster) onde residiu grande parte da sua vida. Foi carpinteiro de muita obra, desde o travejamento e emadeiramento da casa em construção, ao mobiliário, alfaia agrícola e outro equipamento doméstico ou da lavoura.
No começo da década de 1950 vive com a sua companheira na aldeia vizinha de Alforzemel, na casa que está a concluir e onde tem a sua oficina. Quando a conhecemos, falou-nos daquela intensa relação e do interesse de Peralta pela leitura. Daí ela dizer saber de memória o Amor de Perdição que o companheiro lhe lia em voz alta. Virão em breve os anos de ruptura desta ligação, e um progressivo isolamento afasta-o do convívio de familiares e vizinhos. Estes, aparentemente, não vieram a ter conhecimento e nada nos podem dizer da sua obra de artista.
Sabemos que no começo dos anos de 1960 já fazia quadros como os que mostramos, talvez mesmo alguns dos que aqui podemos ver. E é também naqueles anos que deixa de aceitar trabalhos de obra grossa como os que antes fazia.
Peralta vinha a Lisboa de camioneta, na carreira do Vinagre, e colocava os seus quadros em estabelecimentos em vários pontos da cidade, sem que saibamos ainda os motivos ou o puro acaso dessa escolha. Temos notícia, por exemplo, de lugares na Rua da Palma, Rua Barros Queirós, Rua Cecílio de Sousa, ou um adelo entre Alfama e St.ª Apolónia. Ali viriam a despertar o olhar e o fascínio daqueles que, pelos canais da amizade e de cumplicidades sociais e estéticas, partilharam essa revelação.
A pesquisa que conduzimos, inspirada pelas duas exposições antes feitas nas GaleriasTrem e Arco (Faro, 1996) e na Galeria Novo Século (Lisboa, 1998), permitiu reunir cerca de uma centena de quadros e tomar conhecimento de muitos outros que não vieram a ser contemplados nesta exposição. São um espaço em aberto para múltiplas interrogações de uma obra cuja leitura não se esgota na enumeração dos temas, e encontrará muito do seu sentido na própria exigência formal e na execução material que o autor nelas imprime. Uma obra que ajuda a colocar questões para uma antropologia da construção do indivíduo e das formas de interrogar o mundo.
A exposição tornou-se possível pela disponibilidade, generosidade e entusiasmo dos coleccionadores da obra de António Peralta que acrescentaram ao empréstimo dos quadros as preciosas informações sobre as circunstâncias da sua aquisição e a expressão da emoção e dos afectos que neles se projectam.
















