E o título da Exposição Permanente do MNE é…

“O museu, muitas coisas”

The title of our Permanent Exhibition is:

“The museum, many things” 

Le titre de nôtre Exposition Permanente est:

“Le musée, beaucoup de choses”

Der Titel unserer Dauerausstellung ist:

“Das Museum, viele Dinge”

Jornadas Europeias do Património 2012 – “O Futuro da Memória” | Entrada gratuita no MNE

Nos dias 28, 29 e 30 de Setembro, a propósito das Jornadas Europeias do Património, a entrada no MNE é gratuita. Podem consultar o programa aqui.

Conclusão da exposição “Mascarades et Carnavals”

A exposição Mascarades et Carnavals patente no Musée Dapper, em Paris, chegou ao fim no passado dia 15 de Julho, regressando a este museu as cinco máscaras do grupo cultural Bijagó (Guiné). Esta iniciativa de Christiane Falgayrettes-Leveau, destinada a mostrar cerimónias carnavalescas de África, Caraíbas e Guiana francesa, veio a contar com cerca de 55 000 visitantes.

Deixamos algumas fotos da desmontagem.

Fotos da inauguração da exposição “A Amazónia em Viagem: O Museu Nacional de Etnologia em Belmonte”

“A Amazónia em Viagem: o Museu Nacional de Etnologia em Belmonte” a partir de amanhã, no Museu À Descoberta do Novo Mundo

A Amazónia em Viagem, O Museu Nacional de Etnologia em Belmonte”

(de 21 de Julho a 11 de Março)

 Os objectos estão agora distantes dos homens e mulheres com quem partilharam a mesma língua, no fabrico, no uso e nos modos da sua apropriação e fruição. Na sua distância de objectos de museu, evocam desde logo, a imensa natureza que propicia os materiais de que são feitos. São uma pequena amostra da profusão de plantas, madeiras, fibras, frutos, sementes, aves e toda a espécie de animais, resinas e seivas, terras e pigmentos.

No tempo longo da sua existência, os índios desenvolveram procedimentos e formas de aproveitamento dos recursos, cuja eficácia e aparente simplicidade convive com elaborações de grande sofisticação técnica e plástica. Modos de fazer e dizer, motivos e desenhos constroem os sentidos com que cada grupo projecta a sua identidade.

Uma humanidade que se prolonga em todos os seres que habitam a floresta: cativos e próximos; selvagens e esquivos; ocultos e incertos. Seres que reaparecem na forma dos artefactos, na geometria dos entrançados, nos grafismos. Máscaras, adereços e pinturas corporais, o canto e o som das flautas são a figuração e a voz do universo em que cada uma destas sociedades se revela.

Os índios já lá se encontravam quando os navegadores do Ocidente viram aquelas terras nunca vistas. E lá permaneceram e continuam. Eles ajudam-nos a pensar sobre a diversidade e desigualdade do mundo, a qualidade dos olhares que nele se cruzam e o que nos é exigido de atenção e necessidade de conhecer e de inventar todas as formas de diálogo antes negado.

A exposição mostra alguns dos objectos de entre os que podem ser vistos nas Galerias da Amazónia, reserva do Museu Nacional de Etnologia aberta ao público. Ela é também um convite para todos os que desejam saber mais sobre estes povos e assim aprender a saber mais sobre nós próprios.

Joaquim Pais de Brito