Inauguração da exposição “10 anos depois: objetos de outros lugares. Doação Francisco Capelo” | 12 de Novembro, 18h30, no MNE [Actualizado]

fcapelo O Diretor Geral do Património Cultural, o Diretor do Museu Nacional de Etnologia e Francisco Capelo têm o prazer de convidar V. Exa. para a inauguração da exposição “10 Anos Depois: Objetos de Outros Lugares. Doação Francisco Capelo”, que terá lugar no Museu Nacional de Etnologia, no próximo dia 12 de Novembro, pelas 18h30. Contamos com a vossa presença!

Nota de imprensa, aqui.

 

Fotografias da Inauguração

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Apresentação do livro “Terra, Palha, Cal” de Pedro Prista, 16 de Outubro, 18h30, no MNE

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No próximo dia 16 de Outubro, pelas 18h30, vai ser apresentado no MNE o livro de Pedro Prista “Terra, Palha, Cal”.

TERRA, PALHA E CAL são os fios condutores por onde os cinco ensaios contidos neste volume abordam a construção em taipa, as coberturas vegetais e a prática da caiação no vernacular português, a partir das etnografias realizadas durante as décadas centrais do século XX por agrónomos, geógrafos, arquitectos e etnólogos.

O objectivo é evidenciar factos sociais contemporâneos em Portugal a partir da leitura das transformações operadas no uso destes três materiais de obra, e assim também explorar novos valores neles, enquanto objectos e práticas culturais, e por isso factores de património.

Situados na intersecção entre Arquitectura e Antropologia, estes ensaios propõem um exercício de transdisciplinaridade num campo científico hoje muito activo no plano internacional e que encontra em Portugal não só importantes antecedentes de reflexão como um contexto de grande actualidade.

Contamos com a vossa presença!

Apresentação da moeda “Os Jugos”, no próximo dia 26 de Setembro, no MNE

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No âmbito das Jornadas Europeias do Património, que decorrerão nos próximos dias 26, 27 e 28 de Setembro, subordinadas ao tema “Património, sempre uma descoberta”, a Imprensa Nacional – Casa da Moeda, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, lançará um nova moeda comemorativa, da série “Etnografia Portuguesa”. Esta série, que se estenderá até 2018, começou em 2013 com uma moeda alusiva às arrecadas de Viana do Castelo.
No próximo dia 26 de Setembro, pelas 18h30, no edifício do MNE, lançar-se-á um novo exemplar, inspirado nos motivos do jugo minhoto das coleções do museu.

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Este jugo, proveniente de Famalicão, é um belíssimo exemplar da zona onde se encontram os mais altos e mais trabalhados de entre as variantes de todos os jugos de tábua da faixa do noroeste do país, entre o Vouga e o Minho, onde foram usados e onde poderão ainda ser observados.  

É o instrumento que permite a sujeição dos animais ao carro ou ao arado, mas pela sua morfologia e elaboração plástica, afirma-se e exibe-se muito para além da sua função de atrelagem e tracção. É feito de vazados, entalhes, recortes, contornado em toda a volta por cercadura de ramos e folhagens. A grade na metade superior é um rendilhado de motivos lavrados e abertos que o jugueiro vai buscar a um extenso reportório e talha a seu gosto ou a pedido do lavrador, repetindo-os e associando-os num desenho de grande rigor, equilíbrio, simetria. Nada nesta parte superior do jugo está vinculado à sua função técnica.  

Na parte inferior, outros motivos mais individualizados, com destaque para o que ocupa o centro, aqui o escudo encimado pela data de 1929, articulam-se com aberturas por onde irão passar as correias que o ligam ao carro e aos animais. Mas estas varandas de muitas furas, dispõem-se de tal maneira de um lado e de outro, que igualmente parecem elementos decorativos e luxo de formas. 

De todos os jugos que se conhecem com este grau de exuberante aparência, nenhum é anterior a meados do século XIX. É nesta sua historicidade que poderemos encontrar explicação para a existência e difusão deste surpreendente instrumento de trabalho. As reformas legislativas dos anos 30, com incidência na propriedade fundiária, a venda dos bens dos conventos, a melhoria da rede viária, circulação de novo capital com o dinheiro dos brasileiros, acompanham o aparecimento de uma classe de lavradores abastados que exibem a sua pujança e o seu estatuto, com os seus animais e atavios, no transporte das suas produções e materiais, na deslocação às feiras, participação em cortejos. A grande visibilidade do carro e dos animais como meio de transporte marcador da paisagem indissociável dos seus donos, vêm a dar a este instrumento sentidos cuja leitura se encontra no plano da afirmação social.  

 Mas se o jugo é muito eloquente como objecto de representação, ele merece ser trazido para o campo de interrogação em torno das artes decorativas, expressividade plástica, ou em sentido mais amplo, das questões estéticas, pois é exemplo de como parece ser, pelo modo de vestir ou esconder um elemento funcional, que este se revela enquanto outra coisa, outra dimensão. Por isso, alguns de mais excepcional execução se chamaram jugos de parada, para ser vistos. Este poderia ser um deles. 

8º Encontro Ibero-Americano de Museus, em Outubro, no MNE

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Nos próximos dias 13, 14 e 15 de Outubro decorrerá, no auditório do MNE, o 8º encontro Ibero-Americano de Museus, cujo tema será: “Caminhos de futuro para os museus ibero-americanos: tendências e desafios na diversidade”. A organização é da DGPC e da IBERMUSEU.

Os objectivos do encontro são: profundar o conhecimento mútuo das realidades museológicas dos países ibero-americanos; proporcionar ocasiões de reflexão em torno do estado da questão das políticas públicas para museus; apresentar e debater ideias e linhas de futuro para a evolução dos museus ibero-americanos; servir de plataforma entre a Ibero-América, a Europa e o espaço da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), tirando partido da circunstância de Portugal ser o país anfitrião.

O Programa Ibermuseus é uma iniciativa de cooperação dos 22 países ibero-americanos, com vista ao fomento e à articulação de políticas públicas na área de museus. Portugal é um dos países membros deste programa, fazendo parte do grupo de 11 países que integram o respetivo Comité Intergovernamental.

Programa (Português)

Programa (Castelhano)

Boletim electrónico de inscrição

Ficha de inscrição

Visitas à Volta da Pesca | Ílhavo | 14 de Junho

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VISITAS À VOLTA DA PESCA | No próximo dia 14 de Junho, o MNE organiza uma visita a Ílhavo. Da parte da manhã, visitaremos uma empresa de transformação de bacalhau, no cais dos bacalhoeiros; de tarde, visitaremos o Museu Marítimo de Ílhavo, orientados pelo Professor Álvaro Garrido, do qual é consultor.

O preço de inscrição é 17€. Pagamento prévio, em numerário, no MNE.
Almoço no restaurante “Bela Ria”, do chef Jorge Pinhão, mediante marcação prévia no acto de inscrição (10€, pagamento no local).

Menu inclui:
Entradas – degustação de carinhas fritas com pataniscas e feijoada de samos
Prato principal – bacalhau à Confraria
Sobremesa – Leite creme ou aletria
Bebidas – vinho da casa, sumos, águas

07h30 partida do MNE
10h30 visita a uma empresa de transformação de bacalhau, no Cais do Bacalhoeiros
12h30 almoço
14h00 visita ao Museu Marítimo de Ílhavo, orientada pelo Professor Álvaro Garrido
16h00 pausa para café
17h00 partida para Lisboa
20h00 chegada ao MNE

Para mais informações:

Museu Nacional de Etnologia
Avenida Ilha da Madeira, 1400-203 Lisboa
213041160 | geral@mnetnologia.dgpc.pt | https://mnetnologia.wordpress.com/

MUSEU MARÍTIMO DE ÍLHAVO | O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) é um museu da Câmara Municipal de Ílhavo. Nasceu a 8 agosto de 1937, após um longo processo de gestação dinamizado por um grupo de amigos do Museu. Lugar de memória dos ilhavenses que o criaram, começou por assumir uma vocação etnográfica e regional. Em 2001 foi renovado e ampliado, passando a habitar num belo edifício de arquitetura moderna projetado pelo gabinete ARX Portugal. Nesse mesmo ano, o MMI passou a contar com o navio-museu Santo André, antigo arrastão bacalhoeiro. Recentemente, o MMI voltou a crescer e a qualificar-se. Em 2012, foi criada a sua unidade de investigação e empreendedorismo, o CIEMar-Ílhavo. Em 2013, passou a incluir um admirável Aquário de bacalhaus. O MMI é hoje um museu marítimo singular. A sua missão consiste em preservar a memória do trabalho no mar, promover a cultura e a identidade marítima dos portugueses. Museu, Aquário e Investigação resumem o atual Museu, uma instituição dedicada a todas as comunidades costeiras e aberta aos mais diversos públicos. O MMI é testemunho da forte ligação dos ílhavos ao mar e à Ria de Aveiro. A pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e Gronelândia, as fainas da Ria e a diáspora dos Ílhavos ao longo do litoral português são as referências patrimoniais do Museu. A cada um dos temas corresponde uma exposição permanente que oferece ao visitante a possibilidade de reencontrar inúmeros vestígios de um passado recente.
(http://www.museumaritimo.cm-ilhavo.pt/)

CAIS DOS BACALHOEIROS | “Porto Bacalhoeiro”, “Cais dos Bacalhoeiros” ou até, formalmente, Porto de Pesca do Largo é o terminal do Porto de Aveiro que serve os armadores de pesca do largo e as indústrias de processamento do pescado instaladas na Gafanha da Nazaré. Para além das 17 pontes-cais inclui um terminal especializado de descarga de pescado com 160 m de comprimento. Desde sempre a imponência dos navios, primeiro à vela e atualmente autênticas fábricas de transformação de peixe, captam o olhar do fotógrafo. Seja talvez pela calmaria das águas da Ria e pela bucolia da paisagem de fundo, por contraste com a robustez das embarcações e a presença dos armazéns das empresas de pesca, este local, aparentemente inóspito, capta a essência da vida da pesca no Mar Alto. É aqui que é descarregada a quase totalidade do pescado transportado pelos navios portugueses que operam no Atlântico Norte e o principal porto de pesca ao largo da Região Centro. É aqui que se concentram o maior número de empresas que se dedicam a esta pesca e é este, pois, o centro nevrálgico que faz com que o Município de Ílhavo seja a capital portuguesa do Bacalhau e que conta uma parte fundamental da história social e económica da região.
(http://www.cm-ilhavo.pt/)