Conservação Preventiva

A preocupação com a conservação preventiva teve início com o próprio Museu e esteve presente ainda durante a fase de planeamento do edifício. Foi então definido que as reservas seriam mantidas a 50% de humidade relativa e a 20ºC de temperatura através de um sistema de climatização. Outro factor ponderado foi, por exemplo, a tipologia de vitrinas e armários a utilizar para colocação dos objectos pois pretendia-se que as reservas fossem visitáveis e que permitissem trabalhos de investigação.

Actualmente os princípios de actuação estão definidos no Plano de Conservação Preventiva sendo revistos e actualizados periodicamente.

O Plano caracteriza o edifício, o acervo e os recursos do Museu incluindo as actividades que requerem o acesso ao acervo como sejam as exposições, empréstimos, ou as que implicam a circulação de bens culturais ou a presença do público junto das colecções.

O Plano de conservação preventiva inclui ainda uma análise de riscos e um conjunto de normas e procedimentos que adequam a actuação do Museu para cada caso específico.

Do conjunto de normas e procedimentos, para além das questões previstas no Plano de segurança, fazem parte as várias monitorizações, o controlo ambiental e biológico, a manutenção de equipamentos e de sistemas de exposição e reserva, a limpeza dos espaços e as várias acções relacionadas com a manutenção do acervo.

Destacando algumas das normas e procedimentos mais relevantes podemos referir que actualmente o Museu tem definidos valores desejáveis para a boa preservação do acervo que se situam nos 55% de humidade relativa (com variações de ±5% desde que ocorram num período superior a 24 horas) e nos 20ºC de temperatura (com variações de ±5ºC). Os valores de humidade relativa e temperatura são monitorizados praticamente desde que as colecções entraram no edifício.

Estão também definidos os níveis de incidência de radiações (luz visível e invisível) nos objectos.
Existe um plano de controlo integrado de infestações a funcionar desde 2002 que tem como objectivo impedir o acesso de insectos e roedores ao acervo do Museu. Nesse sentido, são distribuídas várias armadilhas no edifício, colocadas em locais definidos, para que a captura de insectos permita o conhecimento das espécies presentes, o seu número, estágio de crescimento e as suas rotas de deslocação preferenciais. Das várias acções previstas pelo plano de controlo integrado de infestações estão em prática:
· manutenção da área circundante, incluindo a limpeza cuidada e frequente do jardim exterior do Museu;
· manutenção do edifício, incluindo a limpeza cuidada e frequente de todas as áreas;
· monitorização regular e frequente do estado de conservação dos objectos em reserva e exposição com vista à identificação de situações de infestação;
· regras para novas incorporações ou para situações de circulação exterior de objectos que incluem a verificação do estado de conservação dos objectos e a colocação em quarentena quando necessário;
· desinfestação imediata de objectos com ataque biológico activo;
· proibição de objectos pessoais, incluindo roupa, malas e casacos nas áreas de reserva e exposição;
· proibição de comer e beber nas áreas de reserva ou exposição e
· sensibilização e participação de toda a equipa para o controlo integrado de infestações.

Relativamente às exposições é de referir que em todos os casos é feito um relatório de montagem e é assegurada uma monitorização.
Também nas áreas de reserva existem várias monitorizações e a presença de público e de investigadores externos encontra-se regulamentada.
Para garantir a boa manutenção do acervo são realizadas várias acções:
· estabelecimento de normas, procedimentos e outros documentos de apoio e avaliação;
· estabelecimento de prioridade de acção e critérios de actuação;
· campanhas sistemáticas de limpeza, tratamentos de conservação e melhoria das condições de reserva e
· monitorização de todas as áreas de reserva e exposição.

Todas as actividades da Área de Conservação e Restauro são avaliadas periodicamente para garantir a sua adequação e verificar se os resultados obtidos estão de acordo com os objectivos estabelecidos inicialmente.

Termohigrógrafo colocado nas reservas visitáveis Galerias da Amazónia.

Pormenor do cesto timorense AZ.853 antes e depois da colocação de um suporte em espuma de polietileno.

As Reservas do MNE – Parte 3

A maior área de reserva do Museu, hoje designada informalmente como Reservas Internacionais, era onde se encontrava a totalidade do acervo na altura da sua abertura ao público. À medida que se foram constituindo novas reservas as colecções foram sendo distribuídas por esses espaços e nas Reservas Internacionais encontram-se, actualmente, colecções provenientes de África, Portugal e Ásia.

Nesta área estão cerca de 24.615 objectos (12.450 objectos africanos, 6.674 objectos portugueses, 4.022 objectos asiáticos e 1.469 têxteis de diversas proveniências). Os sistemas expositivos e as vitrinas são as que foram planeadas pela equipa inicial do Museu.

Esta área é extremamente vasta, quando comparado o número de objectos que alberga com o das outras áreas, e de gestão mais complexa, continuando-se o Museu a reger pelas normas estipuladas no seu plano de conservação preventiva.

Para além das monitorizações ao estado de conservação dos objectos e sistemas expositivos, várias acções e campanhas sistemáticas aqui têm sido desenvolvidas. A primeira, uma campanha de limpeza, iniciada logo após os trabalhos de ampliação e beneficiação do edifício e terminada em 2004, permitiu o conhecimento concreto do estado de conservação de cada objecto individualmente, o que por sua vez levou às primeiras reflexões sobre a gestão do acervo pela actual equipa do Museu. Daqui surgiu a definição das primeiras prioridades de actuação bem como de normas e procedimentos de trabalho que a Área de Conservação e Restauro segue.

Nesta área foram iniciadas, e são continuadas actualmente, várias campanhas que visam a melhoria das condições de reserva (limpeza, tratamentos, realização ou melhoria de suportes…).

As Reservas Internacionais não estão abertas ao público mas excepcionalmente podem ser visitadas por investigadores externos e estudantes de antropologia, museologia ou conservação e restauro. Estas visitas são alvo de regulamentos específicos

A mais recente área de reserva do Museu, designada provisoriamente como Reservas Novas, encontra-se actualmente numa fase de instalação de colecções, onde se inclui parte do acervo proveniente do Museu de Arte Popular que foi passado para o MNE em 2007. Aqui estão em reserva cerca de 5000 objectos. Esta área também está incluída nas acções de gestão e manutenção do acervo previstas no Plano de Conservação Preventiva.

Vista de uma das vitrinas das Reservas Internacionais quando foram retirados os objectos durante a campanha de limpeza

Vista geral de vitrinas das Reservas Novas

Quinta-feira, dia 30 de Julho, 21h30: Baile no Museu


Exposições Exercício de inventário: a propósito de duas doações de olaria portuguesa e Pinturas Cantadas: arte e performance das mulheres de Naya abertas, respectivamente, até às 23h30 e 20h30
* Loja aberta até 23h e algumas publicações e CDs com 50% de desconto
* Cafetaria aberta até ao final da noite.

OUTRAS INFORMAÇÕES:

Sandra Silva ( Serviço Educativo)
Tel. 21 304 11 60/9; Fax 21 301 39 94
E-mail mnetnologia@ipmuseus.pt (geral) ou mnetno.ssilva@ipmuseus.pt (Serviço Educativo)

As Reservas do MNE – Parte 2

Localizadas na parte nova do edifício, as Galerias da Amazónia são, desde 2006, uma reserva visitável onde se encontram objectos provenientes da Amazónia.

Nesta área estão cerca de 1800 objectos em vitrinas havendo apenas 6 objectos fora de vitrina e colocados sobre estrados.

Também nesta área a gestão das colecções respeita os princípios de conservação preventiva definidos pelo Museu, que orientam as acções tendo objectivos bem definidos.

No caso concreto desta reserva, cuja instalação é relativamente recente, foram equacionadas questões que não o tinham sido quando se procedeu à montagem das Galerias da Vida Rural. Podemos observar que os sistemas expositivos escolhidos são tão variáveis como nas Galerias da Vida Rural (objectos suspenso ou objectos em estrados, por exemplo) mas aqui estão mais protegidos de riscos como o vandalismo porque apenas 0,3% da colecção se encontra fora de vitrina. No entanto, as vitrinas são muito diferentes das utilizadas nas Galerias da Vida Rural e a sua maior complexidade acarreta riscos próprios.

Nesta área é realizada uma monitorização regular ao estado de conservação dos objectos e ao equipamento expositivo. Não são realizadas campanhas sistemáticas pois todos os objectos que se encontravam em mau estado de conservação foram alvo de tratamentos antes da sua colocação em reserva.

Vista geral das Galerias da Amazónia antes da colocação dos objectos em reserva.

Vista geral de quatro máscaras Wauja de grandes dimensões sobre estrado