Oficina Objectos e memórias animados

A oficina Objectos e memórias animados decorreu no Museu Nacional de Etnologia, nos fins-de-semana 26 e 27 se Setembro e 10 e 11 de Novembro. A actividade foi conduzida por Fernando Galrito e contou com a participação das famílias que aceitaram o convite do Serviço Educativo para passar as manhãs connosco.
Ao longo de 4 sessões os adultos e as crianças conhecerem e experimentaram técnicas do cinema de animação, tendo igualmente visitado e animado as colecções das Galerias da Vida Rural e Galerias da Amazónia.
Actualmente aguardamos, expectantes, a edição de um filme colectivo, que brevemente será projectado no auditório do Museu Nacional de Etnologia.
A oficina surgiu no âmbito da iniciativa Domingos das 10h às 13h…, promovida pelo IMC e IGESPAR, cujo programa tem continuação até Março de 2010, noutros museus, palácios e monumentos.

Seminário de investigação em museologia dos países de língua portuguesa e espanhola

Sandra Silva, responsável pelo Serviço Educativo do Museu e Clara Oliveira, responsável pela área de divulgação e comunicação, apresentaram um poster e uma comunicação, respectivamente, no Seminário de investigação em museologia dos países de língua portuguesa e espanhola, que decorreu entre 12 e 14 de Outubro na Fundação Dr. António Cupertino Miranda no Porto.

Publicamos o abstract da comunicação e o poster (clicar na imagem do poster para aumentar):


Os Públicos do Museu Nacional de Etnologia. Pesquisa para uma estratégia de comunicação
Clara Oliveira

Na continuação de uma diversidade de acções já anteriormente levadas a cabo para o conhecimento dos seus públicos, o Museu Nacional de Etnologia conduziu um inquérito aos visitantes individuais ou em grupo não organizado e não escolar entre 2004 e 2005. As conclusões levaram a uma reflexão profunda acerca da comunicação do Museu, da sua localização geográfica, dos recursos disponíveis, etc. Apesar do seu carácter exploratório, este projecto foi determinante para a compreensão de algumas características do visitante do Museu, para o entendimento teórico de novos conceitos como não-público e, em última instância, para a delineação de novas estratégias de comunicação. Foi dessa investigação e suas ramificações para o dia-a-dia da divulgação do Museu que falámos.


Visita guiada. Uma expressão da dimensão educativa
Sandra Silva

Propostas do MNE

» VISITA GUIADA Galerias da Amazónia (reserva visitável)

As Galerias da Amazónia trazem junto do público a totalidade dos objectos do Museu procedentes das sociedades ameríndias, em especial da floresta Amazónica. Estas reservas são o resultado de um trabalho conduzido desde 1998, com as obras de ampliação e a construção de novos espaços para armazenamento de colecções.

INDIVIDUAIS OU GRUPOS (até 25 elementos)
Não sujeito a marcação prévia
Duração 50 min.
Horário às 11h30 e às 15h30
Participação Gratuita

» VISITA GUIADA Galerias da Vida Rural (reserva visitável)

As Galerias da Vida Rural são um espaço dedicado às colecções ilustrativas de temas alusivos à sociedade rural tradicional portuguesa, nomeadamente transportes, sistemas de atrelagem, alfaia agrícola, abrigos de pastor, tecnologia têxtil, sistemas de moagem e equipamento doméstico.

O sector de reserva alberga cerca de 4.000 peças, e a maior parte foi reunida sobretudo entre as décadas de 1960 e 1970, pela equipa que está na origem do Museu.

INDIVIDUAIS OU GRUPOS (até 25 elementos)
Não sujeito a marcação prévia
Duração 50 min.
Horário às 10h30 e às 14h30
Participação Gratuita

» VISITA LIVRE Pinturas Cantadas: arte e performance das mulheres de Naya (sala 2)

Esta exposição apresenta pinturas cantadas realizadas pelas mulheres das comunidades Patua, da aldeia de Naya, do Estado de Bengala na Índia. As pinturas são feitas em folhas de papel justapostas, coladas em tecido, e os temas tanto retomam o reportório das tradições orais da comunidade como falam de mudanças sociais e políticas e acontecimentos que marcam a vida da aldeia, do país ou do mundo.

» VISITA LIVRE Exercício de inventário: a propósito de duas colecções de olaria portuguesa (sala 3)

Esta exposição dá a conhecer duas colecções sistemáticas de cerâmica portuguesas que foram doadas respectivamente pelo Professor e investigador alemão Werner Tobias e pelos Professores Manuel Durão e Maria Helena Lemos. Em paralelo a exposição trata também dos processos de incorporação e de inventário das colecções dentro do Museu.

» VISITA LIVRE Desenhar para ver: o encontro de Bárbara Assis Pacheco com as Galerias da Amazónia (sala 4)

Exposição que apresenta um conjunto de desenhos da autoria de Bárbara Assis Pacheco inspirados nas colecções patentes ao público no sector de reservas Galerias da Amazónia.

Montagem da exposição Desenhar para ver. O encontro de Bárbara Assis Pacheco com as Galerias da Amazónia

A ideia da exposição surge durante o projecto de Barbara Assis Pacheco no Museu Nacional de Etnologia. Esta ideia foi sendo trabalhada pela equipa do Museu e meses antes da inauguração começou a pintura das paredes da sala 4, a construção dos módulos e a adaptação dos vidros necessários à montagem de vitrinas. A instalação dos objectos e desenhos na sala já preparada decorreu de 11 a 16 de Agosto de 2009.
A equipa de montagem foi constituída por Alexandre Raposo, Cláudia Duarte, Joana Amaral, João André, Manuel Araújo, Paulo Maximino e coordenada por Joaquim Pais de Brito e Bárbara Assis Pacheco.Integram esta exposição 101 Desenhos, 8 dos quais foram doados ao Museu pela autora, e 21 objectos pertencentes às Galerias da Amazónia.

A montagem desta exposição compreendeu a utilização de dez módulos de aglomerado de madeira pintados com tinta sintética branca, que servem de base às vitrinas, de suporte a uma máscara de tukujẽ fêmea Wauja e de delimitação da área ocupada pela máscara cara de macaco Kamayurá que se encontra suspensa.

Para além das vitrinas de vidro com cantos de metal aplicados com silicone e aparafusados, e com base de MDF, foram utilizados dois conjuntos de pranchas acrílicas suspensas, para exposição de desenhos de menor dimensão, aí fixados com recurso a fita-cola de dupla face.

A localização e a forma de colocação dos objectos em exposição, a posição relativa dos módulos e vitrinas e as respectivas dimensões são sempre registadas numa planta. Esta planta faz parte do relatório elaborado sobre cada montagem de exposição onde também estão descritos todos os sistemas expositivos.

Tanto as aguarelas como os objectos que integram esta exposição foram colocados por diferentes métodos:

Desenhos
Pregadas à parede em dois pontos superiores com fio de nylon em tensão de um prego ao outro; fio de nylon na parte inferior do desenho, em tensão em dois pontos de fita-cola colados à parede.

Pregados a módulos em dois pontos superiores e inferiores com fio de nylon em tensão de um prego ao outro, bem como a aplicação pontual de fita-cola dupla no verso dos desenhos.

Pregados superiormente a telas pintadas com tinta sintética branca, com fecho de plástico pelo verso.

Suspensos em vitrinas por fios de nylon e molas de metal.

Colados com fita-cola dupla em pranchas de acrílico.

No módulo, entre vidros e apoiados em pequenos elementos de plástico colados ao vidro.

Objectos
Suspensos por fios de nylon.

Suspensos por fio de nylon e com suporte em acrílico.

Nas vitrinas com suporte em acrílico.

Nas vitrinas com suporte em vidro.

Nas vitrinas sobre a prateleira de vidro.

No módulo com suporte em madeira.

Na vitrina sobre módulo e cell-aire®.

Desta forma se consegue ter um registo exacto da exposição. Outra vantagem é que é possível fazer uma monitorização muito bem documentada dos objectos garantindo que os sistemas de exposição não são responsáveis por qualquer tipo de degradação.

Visita guiada online à exposição Pinturas Cantadas

Visite este sítio (sob o nome A Tour of the Exhibition with Director Joaquim Pais de Brito) para aceder a uma visita guiada da exposição Pinturas Cantadas, arte e performance das mulheres de Naya, pelo Director do MNE, Prof. Joaquim Pais de Brito. A realização é de Lina Fruzzetti e Ákos Östör.
Aqui também pode encontrar informações adicionais sobre o trabalho destes dois investigadores sobre as mulheres de Naya.