Formação na Área de Conservação e Restauro

A Área da Conservação e Restauro partilha, juntamente com outros sectores deste Museu, o interesse em desenvolver projectos de apoio à formação de novos profissionais.

Nesse sentido foi criado o projecto Trabalhos de Verão, em 2000, e são acolhidos estágios curriculares em Conservação e Restauro desde 2002. Neste último caso foram estabelecidos protocolos de colaboração entre o MNE e o Departamento de Conservação e Restauro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e o Departamento de Arte, Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Tomar.

O objectivo determinado para cada estágio assenta numa base pedagógica bem definida que pretende preparar profissionalmente cada estagiário para o conjunto de actividades do Museu directamente relacionadas com a sua área de interesse.

Neste contexto são desenvolvidas actividades em que se privilegia a integração na equipa de profissionais e colaboradores do MNE e podem ser abordados temas relacionados com:
– a conservação preventiva;
– o apoio a exposições e empréstimos;
– o programa de controlo integrado de infestações;
– a avaliação e a criação de normas do trabalho;
– a avaliação do estado de conservação de objectos e colecções e
– os tratamentos e intervenções necessários em objectos e colecções.

As acções mencionadas servem de base para uma aprendizagem que permita estabelecer comportamentos profissionais segundo a ética específica desta área de trabalho em contexto museológico.

Os Trabalhos de Verão são um projecto de complemento de formação em regime de voluntariado para alunos a frequentar cursos de conservação e restauro. Constituem, para muitos participantes, uma primeira experiência em contexto museológico sendo uma importante ligação entre o mundo académico e o mundo do trabalho.

Para além destes dois eixos de formação há ainda a referir a orientação pontual de técnicos exteriores ao MNE, a realização de acções de formação e o apoio a trabalhos de investigação.

Mais recentemente o MNE e a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa assinaram um protocolo de colaboração no âmbito do Mestrado em Museologia e Museografia desta faculdade.

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Imagens da Monstrinha no MNE

Entre 11 e 20 de Março, o Museu Nacional de Etnologia acolheu pela segunda vez no seu auditório a Monstrinha, uma extensão do festival de animação MONSTRA que contou este ano com a sua 10.ª edição.
Ao longo do evento o Museu teve 786 participantes que assistiram a cerca de 50 curtas-metragens. Os grupos escolares marcaram presença durante a semana, mas este ano o festival privilegiou também o público famílias para as quais foi organizado uma oficina de animação e sessões de filmes que decorreram nos fins-de-semana. Procurando um diálogo com o domínio disciplinar do Museu, a programação contemplou ainda uma selecção de trabalhos intitulada “Animação e tradição – Lendas do Mundo”.
O Museu esteve aberto também na 3.ª feira no período da manhã, estendendo assim o horário de visita às exposições e às reservas por parte dos participantes do festival ou do público em geral. A iniciativa foi novamente um sucesso, e espera-se repetir no próximo ano.

Encerramento da exposição temporária Desenhar para ver

A exposição Desenhar para ver. O encontro de Bárbara Assis Pacheco com as Galerias da Amazónia encerra no próximo domingo, dia 21 de Março. Não deixe de nos visitar nestes últimos dias!


Esta exposição, patente desde o dia 17 de Setembro de 2009, é o resultado de um exercício de aproximação e entendimento dos objectos que solicitaram o olhar de Bárbara Assis Pacheco, ao longo de três meses de um projecto que desenvolveu no Museu Nacional de Etnologia. O encantamento trazido pelas matérias, formas, texturas, cores, no espaço das Galerias da Amazónia, está na origem deste ensaio do olhar traduzido em folhas de todo o tipo de papel, das mais variadas dimensões. A própria diversidade das superfícies desenhadas e pintadas faz-nos deambular por um universo fragmentado, de procura, num registo que se acerca delicadamente dos objectos e os desvenda. A mão suspende-se quando eles se defendem na sua exigente complexidade. Mas também é esta que conduz a modos de olhar que são outras maneiras para a compreensão daqueles mesmos objectos. Para o Museu, estes contributos são de um acentuado relevo, pois com eles se acrescentam aos critérios mais técnicos do desenho e do registo etnográfico, a sensibilidade e a emoção do traço, do esboço, da mancha de cor, que trazem para junto de nós o calor de um conhecimento. Esta foi também uma exposição com propósito didáctico e de reflexão sobre o exercício do olhar e da interrogação dos objectos, e das metodologias com que nos museus lidamos com eles. Sem retirar autonomia à proposta plástica que a autora nos trouxe com os seus trabalhos.