Dia Internacional da Juventude

No próximo dia 12 de Agosto, no âmbito do Dia Internacional da Juventude, a entrada no Museu Nacional de Etnologia é gratuita para todos os jovens que tenham até 30 anos inclusive. Mais informações no Portal da Juventude em http://juventude.gov.pt/

FINKA PÉ no Museu

Partilhamos convosco algumas imagens da actuação do grupo de batuque FINKA PÉ (da Associação Cultural Moinho da Juventude) que decorreu no passado dia 29 de Julho, 5.ª feira, à noite.O evento foi marcado pelo entusiasmo das batuqueiras que animaram os cerca de 100 visitantes que aceitaram o convite do Museu, que manteve as suas portas abertas até às 23h para quem quisesse visitar também as exposições patentes.

A iniciativa enquadrou-se no projecto 5.ªs à Noite nos Museus, fruto de uma parceria entre o Instituto dos Museus e da Conservação e o Turismo de Lisboa que conta este ano com a 3.ª edição.

Panos d’Obra

A propósito da actuação desta noite, às 21h, do grupo de batuque Finka-Pé, transcrevemos aqui um parágrafo de António Carreira dedicado aos panos d’obra usados pelas mulheres cabo-verdeanas.
“São assim considerados todos os formados por bandas cuja tecelagem implique a feitura, ao tear, de complexos lavores (definidos indistintamente por ornato ou relevo, técnica de brocado ou de float – à falta de outro termo técnico mais adequado ou expressivo), usando só linha de algodão e de seda de diversas cores, formando desenhos geométricos ou figuras, objectos, casas, igrejas, embarcações, insectos, símbolos como a cruz de Cristo, estrelas de várias pontas, rosáceas e outros. (…)
A designação pano d’obra tem o seu fundamento. Segundo Feijó, «conforme o seu obrado ou trabalho, assim determinavam a espécie», pois a diversidade de lavores «concorre também a fazer o seu valor intrínseco no comércio».
A dificuldade da obra, o trabalho exigido pelos lavores, valorizam o tecido, tornando-o caro. O tecelão, o ficial (de oficial, de ofício) tanto em Cabo Verde como na Guiné, ao empreender a feitura do desenho encomendado, começa por elucidar o cliente de que o pano «tem obra». É, pois, difícil, complicada a sua tecelagem. Obrado é sinónimo de muito esmerado, complicado. O termo foi bastante utilizado nos antigos «Regimentos» da Metrópole, nos século XVI e seguintes, ao regularem as actividades têxteis. Registavam as «Fraudes e deficiências de produção», quando os panos se apresentavam mal obrados e falsificados, assim na conta dos fios como na impropriedade das tintas. A denominação pano d’obra foi, evidentemente, buscada no português. Na Metrópole o termo obrado é hoje arcaico.
Nesta categoria conhecem-se em Cabo Verde as seguintes denominações, usadas também na Guiné: «Bixo simples» (…); Bicho cortado (…); Boca branca (…); Oxós ou apenas oxó, também designado por pano de vestir (…).

CARREIRA, António – Panaria caboverdeana-guineense: (aspectos históricos e sócio-económicos); pref. de Jorge Dias. – 2ªed. – [Praia]: Instituto Caboverdeano do Livro, 1983, pp. 119-123.

FINKA PÉ » Museu Nacional de Etnologia » 29 de Julho » Iniciativa 5.ªs à Noite nos Museus

O grupo de batuque FINKA PÉ irá actuar no Museu Nacional de Etnologia no dia 29 de Julho, pelas 21h.
O espectáculo irá decorrer no auditório do Museu (160 lugares), e enquadra-se na 3.ª edição da iniciativa 5.ªs à Noite nos Museus promovida pelo Instituto dos Museus e da Conservação e pelo Turismo de Lisboa.
O Museu vai estar aberto até às 22h, sendo que a partir das 18h o bilhete de ingresso terá um desconto de 50%*.

O Grupo de Batuque Finka-Pé surgiu em 1988 no Bairro Alto da Cova da Moura, concelho da Amadora, no âmbito das actividades desenvolvidas pela Associação Cultural Moinho da Juventude. Inteiramente formado por mulheres cabo-verdianas que habitam/avam no bairro, este grupo dedica-se à prática do batuque como forma de divulgação da cultura cabo-verdiana e manutenção das tradições do seu país.

* – A tarifa máxima de ingresso no Museu Nacional de Etnologia é de 3€.

Sombras no pano no MNE

No dia 30 de Junho teve lugar um seminário sobre um projecto de estágio orientado pelo Serviço Educativo do Museu, realizado por duas finalistas do curso em Educação de Infância da Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich. O estágio teve como objectivo o planeamento de uma actividade dirigida ao público infanto-juvenil inspirada na colecção das marionetas de Bali do Museu.

A sessão foi apresentada pelas alunas Cláudia Pereira e Madalena Mota, e contemplou a apresentação das várias fases do projecto, seguida de uma demonstração inaugural da actividade intitulada Sombras no pano.